Justiça decide quebrar sigilo de Casares e mais 4 por camarote no Morumbi

Quebra de Sigilo de Ex-Presidente do São Paulo FC
A Justiça criminal determinou, nesta terça-feira (2 de junho de 2026), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Julio Casares, ex-presidente do São Paulo Futebol Clube, e de mais quatro investigados. A decisão faz parte de um inquérito que investiga a exploração irregular de um camarote no Morumbi, permitindo o acesso às movimentações financeiras e registros fiscais dos envolvidos.
Os outros investigados incluem Mara Casares, ex-diretora feminina, cultural e de eventos do clube; Douglas Schwartzmann, ex-diretor de futebol de base; Marcio Carlomagno, ex-superintendente geral; e Rita de Cássia Adriana Prado, identificada como intermediária no esquema.
Andamento da Investigação
A investigação está sendo conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. Os investigadores apontam que o camarote era explorado de maneira irregular desde 2023, conforme evidências coletadas.
O pedido de quebra de sigilo foi feito pela força-tarefa liderada pelo delegado Tiago Correia e pelos promotores José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan, baseado em documentos obtidos durante buscas na casa de Rita de Cássia, depoimentos de testemunhas e informações do clube sobre a distribuição de ingressos para eventos.
Gravações Telefônicas e Depoimentos
A investigação ganhou impulso após a divulgação de gravações telefônicas que envolvem Douglas Schwartzmann, Mara Casares e Rita de Cássia. Em uma das gravações, Douglas menciona ganhos financeiros entre os envolvidos, enquanto em outra, sugere que Mara recebeu a cessão do camarote, com a participação de Marcio Carlomagno na autorização do espaço.
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A Polícia Civil e o Ministério Público ainda aguardam o depoimento de Marcio Carlomagno, que é o único investigado que não foi ouvido até o momento. Até agora, não foram divulgados valores movimentados nem concluído se houve crime, mas a quebra de sigilo permitirá um aprofundamento nas investigações.
Consequências e Respostas
Todos os envolvidos já deixaram seus cargos no São Paulo. Mara Casares e Douglas Schwartzmann renunciaram após a divulgação dos áudios, enquanto Carlomagno foi demitido no início de 2026, após o impeachment e renúncia de Julio Casares.
O Poder360 tentou contato com a defesa de Julio Casares para obter um comentário sobre o caso, mas até o momento não houve resposta. O texto será atualizado caso uma manifestação seja recebida.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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