Caso Henry: Monique Medeiros, mãe do menino, é liberada com perdão judicial

Magistrada destaca que Monique sofreu misoginia extrema e perseguição implacável ao longo dos cinco anos do caso de Henry.

04/06/2026 17:30

3 min

Caso Henry: Monique Medeiros, mãe do menino, é liberada com perdão judicial
(Imagem de reprodução da internet).

Liberação de Monique Medeiros no Caso Henry Borel

Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, foi liberada na tarde desta quinta-feira (4) após receber perdão judicial da juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A professora deixou o Complexo de Gericinó, na zona Oeste do Rio, em um carro, sem se pronunciar para a imprensa. Um irmão a buscou no local.

A defesa de Jairinho, ex-companheiro de Monique, e o Ministério Público informaram que pretendem recorrer da decisão. Leniel Borel, pai de Henry, expressou sua indignação, afirmando que “mataram meu filho pela terceira vez”.

O crime de homicídio por omissão de Monique foi reclassificado para homicídio culposo, que não envolve intenção de matar, pelos sete jurados. O julgamento, que se estendeu por 11 dias, foi um dos mais longos da história do Estado.

Decisão Judicial e Consequências

Com a decisão dos jurados, a juíza Elizabeth Machado Louro declarou extinta a punibilidade de Monique pelo homicídio culposo e concedeu perdão judicial, conforme previsto no Código Penal. Contudo, ela não foi absolvida no caso. A magistrada impôs uma pena de 1 ano e quatro meses de reclusão pela omissão em um dos casos de tortura, pena que já foi cumprida por Monique.

A juíza destacou que a reação da sociedade em relação a Monique foi “desproporcional e desmesurada”, considerando-a influenciada por uma “cultura patriarcal”. Elizabeth observou que a pressão social sobre as mulheres exige que sejam mães perfeitas, o que contribui para a discriminação de gênero.

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Elizabeth também mencionou que Monique enfrentou uma perseguição implacável nas redes sociais, onde foi alvo de ataques muito mais intensos do que os direcionados ao autor direto do crime. A juíza ressaltou o sofrimento de Monique, que, além de perder seu único filho, enfrentou uma dura batalha pela sua honra e autoestima como mãe.

Reflexões sobre o Caso

A situação de Monique Medeiros levanta questões importantes sobre a misoginia e a forma como as mulheres são tratadas em casos de violência. A juíza Elizabeth Machado Louro enfatizou a necessidade de uma reflexão profunda sobre a cultura que perpetua a discriminação e a violência contra as mulheres, especialmente em contextos familiares.

O caso de Henry Borel continua a repercutir na sociedade, evidenciando a urgência de discutir e combater a violência de gênero e a proteção das crianças. A história de Monique é um lembrete da complexidade das relações familiares e das injustiças que podem ocorrer em meio a tragédias.

Fonte por: Jovem Pan

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