Conflito entre Israel e Hezbollah provoca deslocamento de 13 mil gestantes, afirma ONU

Mulheres grávidas no Líbano lidam com condições difíceis, com 1.500 partos programados para o próximo mês.

27/03/2026 18:20

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(Imagem de reprodução da internet).

Conflito no Líbano: Desafios para Gestantes em Abrigos

No início de março, ataques israelenses atingiram o sul do Líbano, forçando Hawraa Houmani, de 29 anos e grávida de quase nove meses, a deixar sua aldeia próxima a Nabatieh. Ela buscou abrigo em uma escola em Beirute, onde perdeu o acesso ao médico que a acompanhava durante a gravidez.

Após ser recusada em um hospital de Beirute para uma consulta pré-natal, Hawraa foi internada quando começou a ter contrações e deu à luz seu filho, Ali, em 11 de março.

Deslocamento e Condições de Vida

Um dia após o parto, Hawraa retornou ao abrigo, onde vive com seu marido, seu filho de quatro anos e outros parentes. Eles fazem parte de mais de um milhão de pessoas deslocadas no Líbano devido ao recente conflito entre Israel e o Hezbollah.

De acordo com o UNFPA, cerca de 13.500 mulheres grávidas estão deslocadas no Líbano, com estimativas de que até 1.500 delas possam dar à luz nos próximos 30 dias. No abrigo, Hawraa enfrenta preocupações com a higiene e a saúde de seus filhos.

Desafios de Saúde e Apoio Limitado

Nos primeiros dias de vida, Ali contraiu um resfriado e desenvolveu uma erupção cutânea. A família aguarda a chegada de um pediatra, mas até o momento, nenhum profissional apareceu no abrigo.

A avó de Ali, Sabah Marji, expressa sua felicidade em ter os netos por perto, mas lamenta a falta de um lar seguro e confortável. A parteira Ahlam Sayegh, que também se deslocou de Nabatieh, tenta oferecer apoio às gestantes e mães, embora os recursos sejam escassos.

Esperança em Meio ao Conflito

Sarah Shahla, de 31 anos, estava grávida de cinco meses quando os ataques começaram. Ela também fugiu de Nabatieh e montou uma barraca no abrigo para vender doces e salgadinhos. Apesar da situação caótica, Sarah nutre a esperança de retornar para casa antes do nascimento de sua filha.

“Espero que ela encontre uma vida melhor, com estabilidade e segurança”, afirma Sarah, refletindo sobre o desejo de um futuro mais promissor para sua família.

Conclusão

O conflito no Líbano trouxe desafios imensos para gestantes e suas famílias, que enfrentam condições precárias em abrigos. A luta pela sobrevivência e a esperança de um retorno a um lar seguro são sentimentos compartilhados por muitas mulheres nessa situação difícil.

Fonte por: CNN Brasil

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