PF descarta nova proposta de delação apresentada por Vorcaro

Banqueiro muda versão sobre relação com Ciro e Cláudio Castro

11/06/2026 21:30

2 min

PF descarta nova proposta de delação apresentada por Vorcaro
(Imagem de reprodução da internet).

Polícia Federal Rejeita Nova Delação de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal (PF) negou, nesta quinta-feira (11), a nova proposta de delação apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Na proposta, Vorcaro alterou sua versão sobre as relações que manteve com o senador Ciro Nogueira e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

O banqueiro agora classifica os episódios como casos de propina, abandonando sua versão anterior que os descrevia como meras relações de amizade. Para os investigadores, a afirmação de Vorcaro sobre o pagamento de propina a Ciro Nogueira foi considerada insuficiente.

Histórico das Delações e Investigação

No dia 20 de maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia rejeitado a primeira proposta de delação de Vorcaro. Atualmente, a PGR ainda está analisando as duas delações apresentadas pelo banqueiro.

Entenda o Caso do Banco Master

O Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de várias instituições do conglomerado Master, após identificar indícios de irregularidades financeiras e uma grave crise de liquidez. As instituições afetadas incluem:

  • Banco Master S/A;
  • Banco Master de Investimentos S/A;
  • Banco Letsbank S/A;
  • Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, teve seu encerramento forçado. O processo de liquidação foi acompanhado pela Operação Compliance Zero, que visava combater a emissão de títulos de crédito falsos no Sistema Financeiro Nacional. Vorcaro foi preso um dia antes da operação, mas foi solto posteriormente com o uso de tornozeleira eletrônica.

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Consequências e Investigações em Andamento

As investigações revelaram que o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado, assumindo riscos excessivos e inflando artificialmente seu balanço financeiro, enquanto sua liquidez se deteriorava. Os casos do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são considerados os mais graves do sistema financeiro brasileiro.

Em 17 de janeiro, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank, com um valor total a ser pago em garantias de R$ 40,6 bilhões.

Fonte por: Jovem Pan

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