Congresso chinês aprova legislação que torna o mandarim obrigatório
Lei de Promoção Nacional à Unidade Étnica e ao Progresso orienta pais a “guiar os filhos a amarem o Partido Comunista”. Confira no Poder360.
Nova Lei de Promoção Nacional à Unidade Étnica na China
Na semana passada, o Congresso da China aprovou a Lei de Promoção Nacional à Unidade Étnica e o Progresso, elaborada pelo Partido Comunista da China (PCCH). O objetivo principal da legislação é promover a unidade e o progresso nacional, além de fortalecer o senso de comunidade entre os cidadãos chineses.
Um dos principais pontos da nova lei é a imposição do mandarim como língua oficial do sistema educacional e da administração pública. Embora o mandarim já tenha o status de língua padrão desde 2000, o governo chinês intensificou as restrições sobre outros idiomas falados no país.
Exigências e Implicações da Nova Legislação
A legislação determina que, apesar do reconhecimento de idiomas como o cantonês e o mongol, o Estado deve incentivar o aprendizado do mandarim entre crianças em idade pré-escolar. Todas as organizações devem priorizar o uso do mandarim, mesmo em regiões com minorias étnicas. Por exemplo, placas e documentos oficiais devem ser apresentados primeiro em mandarim, seguidos pela língua local.
A China abriga 56 grupos étnicos reconhecidos, sendo a etnia han a mais predominante, representando 91,1% da população. As outras 55 minorias somam 8,9% e, das quais, 45 têm áreas autônomas onde o direito de falar o idioma local é garantido pela Constituição.
Embora esses direitos existam, a integração linguística com o mandarim é um objetivo que vem sendo perseguido há mais de um século. O mandarim, que se originou do dialeto de Pequim em 1913, foi criado para padronizar a pronúncia e promover a unidade nacional.
Impactos e Reações à Nova Lei
Um exemplo recente de resistência a essa política ocorreu em 2020, na região autônoma da Mongólia Interior, onde protestos em massa foram realizados contra a substituição do idioma mongol pelo mandarim em algumas disciplinas escolares.
A nova lei afirma que “o Estado deve promover e popularizar a língua nacional”, proibindo qualquer organização ou indivíduo de impedir o aprendizado do mandarim.
Fortalecimento da Identidade Chinesa e do PCCH
A legislação também reforça o papel do PCCH como central na identidade chinesa. Os responsáveis legais são incentivados a guiar os jovens para que desenvolvam amor pelo partido, evitando a disseminação de ideias que possam prejudicar a unidade nacional.
O PCCH é descrito como a “vanguarda do povo e da nação”, e a lei enfatiza a importância dos valores socialistas como fundamentais para a cultura do país. Além disso, a responsabilidade da mídia é destacada, com a obrigação de divulgar conquistas que fortaleçam a identidade cultural chinesa.
O documento também menciona a necessidade de educar a população sobre a história do PCCH e da China moderna, orientando todos os grupos étnicos a formarem uma visão correta sobre a nação e sua cultura.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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