Sete vítimas intoxicadas em academia de São Paulo
A Polícia Civil confirmou que o número de vítimas intoxicadas após utilizarem a piscina da academia C4 Gym, em São Paulo, subiu para sete. Entre os casos, destaca-se o da estudante Juliana Basseto, de 27 anos, que faleceu após passar mal durante uma aula de natação. A mais recente vítima identificada é uma criança de apenas cinco anos, que também apresentou sintomas de intoxicação após frequentar a piscina.
Investigações apontam negligência na manutenção da piscina
As investigações revelam indícios de negligência na manutenção da água da piscina. Com base nas evidências coletadas, o delegado Alexandre Bento solicitou à Justiça a prisão preventiva dos três sócios da academia por dolo eventual, caracterizado pela assunção de risco de morte devido à negligência.
Depoimentos revelam falhas na comunicação e na segurança
O pedido de prisão foi fundamentado em depoimentos de funcionários. Um manobrista, que também atuava como piscineiro, relatou que recebia instruções via WhatsApp para o tratamento químico da água. Ele ainda mencionou que, ao informar um dos sócios sobre a internação de uma mulher, recebeu a resposta de “paciência”.
Tentativa de eximir responsabilidade
Após a confirmação da morte de Juliana Basseto, o mesmo sócio teria orientado o funcionário a deixar o local, o que, segundo a polícia, demonstra uma tentativa de se eximir de responsabilidade. Essa conduta reforça a necessidade da prisão preventiva para garantir a continuidade das investigações.
Ministério Público acompanha o caso
O Ministério Público também está monitorando a situação e solicitou a apuração da documentação da C4 Gym e de outras unidades da rede na cidade. A Promotoria busca verificar se as academias possuem alvarás de funcionamento regulares e se estão em conformidade com o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
A Polícia Civil continua colhendo depoimentos e analisando laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da intoxicação coletiva. A Justiça ainda deve se pronunciar sobre o pedido de prisão dos sócios.
Até o momento, não há um posicionamento oficial da rede C4 Gym, e o texto poderá ser atualizado assim que houver uma resposta.
Fonte por: Jovem Pan
