Polícia Federal Realiza Segunda Fase da Operação Compliance Zero
Na manhã desta quarta-feira (14), a Polícia Federal deu início à segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras relacionado ao Banco Master. A operação tem como alvo endereços associados a Daniel Vorcaro, proprietário do banco, e a familiares do empresário, localizados em São Paulo.
A investigação apura crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, com ordens judiciais emitidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. A Polícia Federal afirma que essas ações visam interromper as atividades do grupo investigado, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações sobre o esquema financeiro suspeito.
Primeira Fase da Operação Compliance Zero
Na primeira fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro no Aeroporto de Guarulhos (SP), enquanto ele tentava deixar o país. Essa fase da operação foi iniciada para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional.
As investigações começaram em 2024, após o Ministério Público Federal solicitar a apuração de possíveis fraudes na fabricação de carteiras de crédito falsas por uma instituição financeira.
Contexto do Caso do Banco Master
Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após identificar uma grave crise de liquidez e indícios de irregularidades financeiras. Essa decisão foi considerada extrema e transformou o caso em um dos mais complexos e debatidos do sistema financeiro brasileiro.
O episódio gerou investigações da Polícia Federal e conflitos institucionais entre órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, mais de 1,6 milhão de clientes aguardam o ressarcimento de seus investimentos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Fonte por: Jovem Pan
