Deputados exigem respeito de Lula após ligação da Alerj com milícia

Presidente afirma que escolha de governador do RJ por deputados resultaria na indicação de “um miliciano”. Confira no Poder360.

24/05/2026 23:30

2 min

Deputados exigem respeito de Lula após ligação da Alerj com milícia
(Imagem de reprodução da internet).

A Alerj Reage a Declarações de Lula sobre Milicianos

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) manifestou descontentamento após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que, caso a Casa tivesse que indicar alguém para o governo do Rio, o escolhido seria um miliciano. Em uma nota oficial, a Alerj considerou “inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos”.

A Alerj enfatizou que é uma instituição democrática e legítima, que merece respeito. A nota também destacou que o estado enfrenta desafios históricos na segurança pública, que estão ligados à falta de políticas nacionais eficazes para combater o tráfico de armas, à vulnerabilidade das fronteiras ao crime organizado e à crescente presença de facções criminosas no Brasil.

Contexto das Declarações de Lula

As declarações de Lula ocorreram durante a inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro. O presidente se dirigiu ao governador interino, Ricardo Couto, e fez comentários que geraram polêmica, afirmando que a Assembleia poderia indicar um miliciano para o governo estadual.

No mesmo evento, Lula pediu a Couto que trabalhasse para prender todos os ex-governadores do Rio que, segundo ele, estariam envolvidos com milícias organizadas. Essas declarações ocorreram em um momento delicado, já que Couto assumiu interinamente o governo em meio a uma disputa jurídica sobre a sucessão de Cláudio Castro, que renunciou após ser condenado por abuso de poder nas eleições de 2022.

Consequências e Repercussões

A condenação de Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) resultou em sua inelegibilidade por oito anos, o que o impede de concorrer a cargos públicos. Além disso, Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, também foi condenado e teve seu diploma cassado, tornando-se inelegível.

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A Alerj concluiu sua nota reafirmando o compromisso com a democracia e a segurança pública, pedindo respeito às instituições e enfatizando a necessidade de união e responsabilidade nas declarações feitas por autoridades.

Fonte por: Poder 360

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