Dívida bruta ultrapassa 80% do PIB e retorna ao patamar da pandemia

Relação dívida-PIB chega a 80,1% em março, com aumento de 1,4 p.p. no trimestre e 8,7 p.p. durante governo Lula.

30/04/2026 10:30

2 min

Dívida bruta ultrapassa 80% do PIB e retorna ao patamar da pandemia
(Imagem de reprodução da internet).

Dívida Bruta do Brasil Atinge 80% do PIB

A dívida bruta do Brasil alcançou 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em março, o maior nível desde julho de 2021. Este aumento foi divulgado pelo Banco Central na quinta-feira, 30 de abril de 2026, e marca a primeira vez que a relação dívida-PIB supera 80% desde o início da pandemia de covid-19.

Comparando com o início do ano, a relação dívida-PIB subiu 1,4 ponto percentual de dezembro a março. Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a alta acumulada foi de 8,7 pontos percentuais.

Fatores que Contribuíram para o Aumento da Dívida

O crescimento da dívida bruta está associado aos gastos do governo federal e dos Estados para enfrentar os impactos econômicos da crise sanitária. Em outubro de 2020, a dívida atingiu seu pico histórico de 87,7% do PIB, refletindo os esforços para mitigar os efeitos da pandemia.

No acumulado de 12 meses, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 661,8 bilhões em outubro de 2020, quando a taxa Selic estava em 2% ao ano, o que limitava os gastos com juros da dívida. Em março deste ano, o déficit primário anualizado foi de R$ 137,1 bilhões, enquanto os gastos com juros da dívida alcançaram um recorde de R$ 1,08 trilhão.

Composição da Dívida Bruta

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) inclui o governo federal, o INSS e os governos estaduais e municipais. Em março, a dívida totalizou R$ 10,4 trilhões em valores nominais. A relação dívida-PIB aumentou 0,9 ponto percentual em março em comparação a fevereiro, devido a diversos fatores.

Leia também

  • Gastos com juros nominais (+0,9 p.p.);
  • Emissão líquida de dívida (+0,4 p.p.);
  • Efeito da desvalorização cambial (+0,1 p.p.);
  • Variação do PIB nominal (-0,5 p.p.).

No acumulado do ano, o aumento de 1,4 ponto percentual foi justificado por:

  • Gastos com juros nominais (+2,4 p.p.);
  • Emissões líquidas de dívida (+0,4 p.p.);
  • Crescimento do PIB nominal (-1,2 p.p.);
  • Efeito da valorização cambial (-0,2 p.p.).

Conclusão sobre a Situação Fiscal

A situação fiscal do Brasil continua a ser desafiadora, com a dívida bruta em níveis elevados e gastos com juros atingindo recordes. O cenário exige atenção e medidas eficazes para garantir a sustentabilidade fiscal no futuro.

Fonte por: Poder 360

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