DPU afirma ao STF que Moraes não tem competência para julgar ação contra Eduardo Bolsonaro

Defesa argumenta que ministro é a “principal vítima” do caso e solicita anulação do processo por falta de imparcialidade.

23/05/2026 17:20

2 min

DPU afirma ao STF que Moraes não tem competência para julgar ação contra Eduardo Bolsonaro
(Imagem de reprodução da internet).

DPU Questiona Impedimento de Alexandre de Moraes em Julgamento de Eduardo Bolsonaro

A Defensoria Pública da União (DPU) argumentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes não deve participar do julgamento da ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, acusado de coação no curso do processo ao pressionar ministros da Corte e outras autoridades.

Na defesa apresentada, a DPU alega que Moraes seria a “principal vítima” das ações atribuídas a Bolsonaro, o que o tornaria impedido de julgar o caso. A manifestação destaca a importância da imparcialidade no processo judicial.

Contexto da Acusação

A DPU protocolou sua peça após a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitar a condenação de Eduardo Bolsonaro por supostamente articular sanções internacionais contra ministros do STF. Essas ações teriam como objetivo interferir em processos relacionados a tentativas de golpe de Estado e beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a denúncia, Eduardo teria se reunido com membros do governo dos Estados Unidos para discutir medidas contra autoridades brasileiras, incluindo sanções direcionadas a Moraes e outros integrantes da Corte.

Defesa e Implicações Legais

A defesa de Eduardo Bolsonaro também questiona a forma como ele foi citado no processo, argumentando que deveria ter sido notificado por carta rogatória, uma vez que estava nos Estados Unidos em um endereço conhecido. A DPU enfatiza que a defesa apresentada não foi realizada com contato direto com o ex-parlamentar, caracterizando-a como uma “defesa meramente formal”.

Leia também

No mérito da questão, a defesa sustenta que as declarações públicas e articulações políticas de Eduardo não configuram o crime de coação no curso do processo, alegando que não houve “grave ameaça” conforme exigido pelo Código Penal. Além disso, a DPU defende que as manifestações do deputado estão protegidas pela liberdade de expressão e pela imunidade parlamentar.

Próximos Passos no Processo

A Primeira Turma do STF aceitou, em novembro do ano passado, a denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro, com votos favoráveis dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Em fevereiro, o Supremo formalizou a abertura da ação penal contra o ex-deputado.

Com a apresentação das alegações finais tanto da PGR quanto da defesa, o processo está agora pronto para ser liberado para julgamento.

Fonte por: CNN Brasil

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!