EUA condenam Brasil pela expulsão de russo acusado de espionagem

Departamento de Estado dos EUA vê medida como retrocesso no combate a interferências estrangeiras. Confira no Poder360.

11/07/2026 00:30

2 min

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Preocupação dos EUA com Decisão Brasileira sobre Espião Russo

O governo do presidente Donald Trump expressou, na sexta-feira (10 de julho de 2026), sua preocupação em relação à decisão do Brasil de expulsar Sergey Vladimirovich Cherkasov, identificado pelos Estados Unidos como espião do serviço de inteligência militar russo.

O Departamento de Estado dos EUA classificou essa medida como um retrocesso no compromisso conjunto de combater interferências estrangeiras. Além disso, o governo americano solicitou que o Brasil considere o precedente que essa decisão pode criar e colabore com Washington para responsabilizar indivíduos que ameaçam a segurança coletiva.

Decisão Brasileira sobre Cherkasov

A expulsão de Cherkasov foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (6 de julho). O ato determina que a expulsão será efetivada após o cumprimento da pena no Brasil ou mediante autorização do Poder Judiciário.

A portaria também proíbe Cherkasov de retornar ao Brasil por 30 anos a partir da execução da medida. Atualmente, ele cumpre pena de cinco anos por falsidade ideológica, após ter sua pena original de 15 anos reduzida. Cherkasov está preso desde 2022 e enfrenta investigações por espionagem, lavagem de dinheiro e corrupção, embora negue ser espião.

Histórico do Caso Cherkasov

Cherkasov foi preso após ser deportado pela Holanda, onde tentava entrar com documentos brasileiros falsos sob o nome de Victor Muller Ferreira, com o intuito de estagiar no Tribunal Penal Internacional em Haia. O Serviço de Inteligência da Holanda alegou que ele tinha vínculos com os serviços de inteligência militar da Rússia.

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De acordo com o FBI, Cherkasov começou suas atividades no Brasil em 2012, utilizando a identidade falsa. Ele posteriormente se mudou para os Estados Unidos, onde estudou relações internacionais e buscou se aproximar de instituições acadêmicas e políticas. Em maio de 2025, a Polícia Federal brasileira desmantelou uma rede de espionagem russa que utilizava documentos falsos, revelando que o Brasil servia como base para a criação de identidades confiáveis para agentes russos.

A disputa sobre o destino de Cherkasov envolveu tanto a Rússia, que solicitou sua extradição por tráfico de drogas, quanto os Estados Unidos, que o acusam de atuar como agente estrangeiro e cometer fraudes financeiras. A recente decisão do governo brasileiro trata da expulsão, sem especificar o país de destino de Cherkasov.

Fonte por: Poder 360

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