EUA detêm CEO por comercializar tecnologia para o Irã

Jamshid Ghomi utilizou empresa na Califórnia por mais de dez anos para fornecer equipamentos a militares iranianos.

03/06/2026 19:30

2 min

EUA detêm CEO por comercializar tecnologia para o Irã
(Imagem de reprodução da internet).

Prisão de CEO por Violação de Sanções dos EUA

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a prisão de Jamshid Ghomi, CEO da empresa de tecnologia Faraz Pardaz Rayaneh, na quarta-feira (3 de junho de 2026). Ele é acusado de fornecer equipamentos avançados para as Forças Armadas do Irã, o que infringe as sanções impostas pelos Estados Unidos.

De acordo com as autoridades, Ghomi utilizou sua empresa por mais de dez anos para comercializar esses equipamentos com o Irã, desrespeitando as proibições que impedem o regime iraniano de realizar negócios com empresas americanas.

Histórico das Sanções dos EUA ao Irã

As sanções contra o Irã foram inicialmente implementadas em 1979, após a Revolução Iraniana, e proíbem qualquer tipo de intercâmbio comercial entre os dois países. Em 1995, as restrições se tornaram mais severas, incluindo punições para empresas estrangeiras envolvidas em transações com o Irã, especialmente no setor energético.

Embora algumas sanções tenham sido suspensas em 2016, elas foram reestabelecidas em 2018, reforçando as restrições comerciais.

Acusações e Consequências

Bill Essayli, primeiro-assistente do procurador dos EUA, declarou que Ghomi é acusado de ajudar inimigos dos Estados Unidos ao vender componentes de redes de computadores de origem americana para o Irã, lucrando milhões de dólares. A empresa e o CEO não possuíam autorização do Departamento do Tesouro dos EUA para realizar essas transações.

Leia também

Ghomi, que possui dupla cidadania (norte-americana e iraniana), residia na Califórnia em uma mansão avaliada em US$ 35 milhões (aproximadamente R$ 175,5 milhões).

Conclusão

A prisão de Jamshid Ghomi destaca a vigilância contínua das autoridades americanas em relação a violações das sanções contra o Irã. O caso ressalta a importância do cumprimento das leis comerciais internacionais e as consequências legais para aqueles que as infringem.

Fonte por: Poder 360

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!