EUA sugerem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação

Medida aborda práticas irrazoáveis em setores como comércio digital, etanol e meio ambiente.

02/06/2026 08:30

2 min

EUA sugerem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação
(Imagem de reprodução da internet).

Investigação do USTR aponta práticas comerciais do Brasil como irrazoáveis

O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) finalizou, na segunda-feira (1º), uma investigação que classifica as políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. Como consequência, o governo americano propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras, alegando que as ações do Brasil oneram e restringem o comércio dos EUA.

Principais áreas de irregularidade identificadas

A decisão do USTR baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O relatório final destaca irregularidades em seis áreas principais: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

No âmbito digital, a investigação menciona ordens judiciais brasileiras que resultaram na remoção de conteúdo e suspensão de perfis em redes sociais americanas, além de restrições a sistemas de pagamentos.

Questões relacionadas ao etanol e desmatamento

Em relação ao etanol, o relatório afirma que o Brasil não oferece tratamento tarifário recíproco desde 2017. Além disso, apesar de ter leis contra o desmatamento, o Brasil falha na aplicação eficaz dessas normas.

Reuniões entre líderes e consulta pública

O embaixador Jamieson Greer informou que a investigação foi iniciada a pedido do presidente Donald Trump para abordar preocupações comerciais persistentes. Greer destacou que, mesmo com reuniões entre Trump e o presidente Lula, ainda existem divergências substanciais entre os países.

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O Escritório do Representante Comercial abriu as medidas propostas para consulta pública, permitindo que interessados enviem comentários por escrito até o dia 1º de julho. Uma audiência pública sobre a ação está agendada para 6 de julho, e o prazo legal para a adoção de medidas corretivas finais é 15 de julho.

Fonte por: Jovem Pan

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