Faesp exige ação do governo frente à restrição da UE à carne brasileira

Entidade critica decisão sem embasamento técnico que prejudica a competitividade do Brasil no setor, segundo Poder360.

06/06/2026 21:30

2 min

Faesp exige ação do governo frente à restrição da UE à carne brasileira
(Imagem de reprodução da internet).

Faesp Critica Restrições da União Europeia às Exportações de Carne do Brasil

A Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) exigiu uma postura mais firme do governo federal em resposta à decisão da União Europeia de restringir a importação de carnes, mel e subprodutos de origem animal do Brasil. Em nota divulgada na sexta-feira (5 de junho de 2026), a entidade condenou a medida, classificando as barreiras impostas pelo bloco europeu como “descabidas e arbitrárias”.

Decisão da União Europeia e suas Implicações

A manifestação da Faesp ocorreu após a União Europeia oficializar, na mesma data, a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixes e mel. A proibição de embarques brasileiros entrará em vigor a partir de 3 de setembro, com a Comissão Europeia alegando que o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

Reação da Faesp à Medida

Na nota, a Faesp argumentou que a decisão carece de “lastro ou respaldo técnico e científico”, considerando-a uma “manobra burocrática” que visa criar obstáculos ao comércio internacional. A federação também contestou o argumento europeu sobre o uso de antibióticos, apontando que países como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia utilizam os mesmos produtos sem enfrentar restrições semelhantes.

Impacto das Restrições e Propostas de Ação

A Faesp considera a medida “absolutamente desnecessária, desleal e flagrantemente discriminatória”, afirmando que a diferença de tratamento representa um “protecionismo comercial unilateral” que prejudica a competitividade brasileira. A União Europeia defende suas regras, que proíbem o uso de antimicrobianos para estimular o crescimento animal, visando combater a resistência antimicrobiana, uma das principais ameaças sanitárias identificadas pelo bloco.

Necessidade de Ação Coordenada do Mercosul

A Faesp enfatizou que o Brasil não deve aceitar passivamente as “retaliações geopolíticas infundadas” e que o setor produtivo precisa de segurança jurídica e políticas claras de defesa comercial. A federação também propôs uma reação coordenada entre os países do Mercosul, sugerindo que Argentina e Uruguai se unam ao Brasil para estabelecer um posicionamento regional frente à União Europeia.

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O impacto da restrição é significativo, considerando que, em 2025, a União Europeia importou 368,1 mil toneladas de carne do Brasil, totalizando US$ 1,8 bilhão, o que representa cerca de R$ 9,3 bilhões. O bloco europeu é o segundo maior comprador de carne brasileira, atrás apenas da China.

Fonte por: Poder 360

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