Fiesp alerta em Washington que tarifaço aumentará custos nos EUA e Brasil

Roberto Azevêdo discursa em audiência pública com USTR amanhã (7.jul.2026); confira no Poder360.

06/07/2026 19:30

3 min

Prédio da Fiesp
Prédio da Fiesp

Roberto Azevêdo e a Audiência Pública sobre Tarifas nos EUA

Roberto Azevêdo, presidente do Coscex (Conselho Superior de Comércio Exterior) da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), participará de uma audiência pública com o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) para discutir a proposta de tarifa de 25% dos EUA. Ele alertará que essa medida poderá aumentar os custos para empresas de ambos os países.

A audiência ocorrerá na terça-feira, 7 de julho de 2026, em Washington. A Fiesp destaca a relevância da relação econômica entre Brasil e EUA, mencionando que os Estados Unidos têm um superávit comercial com o Brasil e que ambos os países mantêm altos níveis de investimentos mútuos.

Impactos da Tarifa Proposta

A Fiesp argumenta que a imposição de tarifas adicionais prejudicaria as cadeias produtivas integradas e comprometeria uma parceria comercial que foi construída ao longo de décadas. A entidade também refuta as críticas do USTR, afirmando que o Brasil fez avanços significativos na proteção da propriedade intelectual e no combate à pirataria.

O documento da Fiesp menciona a modernização do INPI, a redução da fila de análise de patentes e o fortalecimento das ações contra produtos falsificados. Além disso, a entidade defende que os acordos comerciais do Brasil são limitados e seguem as regras da OMC, com exportadores americanos já pagando tarifas baixas para acessar o mercado brasileiro.

Desmatamento e Agropecuária

Sobre o desmatamento, a Fiesp argumentará que o crescimento da agropecuária no Brasil se deve a ganhos de produtividade e inovação, não à expansão da área agrícola. A entidade apresentará dados que mostram que 64% do território nacional ainda é coberto por vegetação nativa e que houve uma queda de 37,5% nos alertas de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2025 e maio de 2026.

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Audiência Pública nos EUA

A audiência pública para discutir a tarifa adicional de 25% começou na segunda-feira, 6 de julho de 2026, às 11h (horário de Brasília). O evento reúne representantes dos setores produtivos do Brasil e dos EUA, além de autoridades do governo americano. O setor privado brasileiro vê essa audiência como uma oportunidade crucial para tentar reverter ou minimizar as tarifas antes da decisão final, prevista para 15 de julho de 2026.

Justificativas para a Tarifa Adicional

A tarifa adicional de 25% foi recomendada pelo USTR com base em uma investigação sobre as práticas comerciais do Brasil. O relatório menciona justificativas como favorecimento ao Pix, acordos comerciais preferenciais, questões relacionadas ao etanol, desmatamento, corrupção e pirataria.

Os preparativos para a audiência começaram em junho de 2026, com prazos estabelecidos para participação e envio de manifestações por escrito. O governo brasileiro não enviará representantes para a audiência, considerando que o evento é de interesse dos setores privado e civil, enquanto a embaixada brasileira nos EUA apenas observará a discussão.

Fonte por: Poder 360

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