Finanças da seleção: prejuízo da CBF com a eliminação do Brasil na Copa

Queda nas oitavas de final frustra hexacampeonato e gera prejuízo de milhões à entidade máxima do futebol nacional.

07/07/2026 02:30

2 min

Volante da Seleção Brasileira Casemiro
Volante da Seleção Brasileira Casemiro

Impacto Financeiro da Eliminação do Brasil na Copa de 2026

A eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026, após a derrota para a Noruega por 2 a 1, resultou em uma perda significativa para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade deixou de faturar até US$ 35 milhões (aproximadamente R$ 180 milhões) em bonificações, retornando apenas com um prêmio de US$ 15 milhões, além de US$ 10,5 milhões em taxas de preparação e participação. No total, a confederação recebeu cerca de US$ 25,5 milhões (R$ 131,8 milhões).

Consequências da Queda nas Oitavas de Final

Essa eliminação precoce marca a primeira vez desde 1990 que o Brasil não avança para as quartas de final. Caso a seleção tivesse vencido, o prêmio de performance teria aumentado para US$ 19 milhões, garantindo um adicional de pelo menos US$ 4 milhões. Além disso, a CBF enfrentará penalidades disciplinares da FIFA, acumulando oito cartões amarelos durante o torneio, o que resultará em uma multa de cerca de R$ 517 mil.

Premiações da FIFA em 2026

A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, estabeleceu um novo recorde financeiro, com a distribuição de US$ 727 milhões entre as 48 equipes, um aumento de 50% em relação ao torneio anterior. Abaixo, estão as principais premiações:

Top 5 Premiações do Mundial

  • Campeão: US$ 50 milhões (R$ 258,5 milhões)
  • Vice-campeão: US$ 33 milhões (R$ 170 milhões)
  • Terceiro lugar: US$ 29 milhões (R$ 150 milhões)
  • Quarto lugar: US$ 27 milhões (R$ 139 milhões)
  • Quartas de final: US$ 19 milhões (R$ 98 milhões)

As equipes eliminadas nas oitavas de final, como o Brasil, garantiram US$ 15 milhões pelo desempenho esportivo.

Divisão do Prêmio e Fim da Era Neymar

O valor conquistado pela seleção não ficará apenas com a CBF. Um acordo interno determinou que 70% do montante líquido será dividido igualmente entre os jogadores convocados, enquanto os 30% restantes serão destinados à comissão técnica e ao estafe de apoio. A eliminação também traz um peso institucional significativo, especialmente com a aposentadoria de Neymar da seleção, que pode encerrar um ciclo comercial lucrativo para a equipe.

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Com a necessidade de reavaliar sua estratégia técnica e financeira, a CBF enfrenta o desafio de reconstruir a seleção para o Mundial de 2030, buscando romper um jejum de títulos que já dura 28 anos.

Fonte por: Jovem Pan

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