Gleisi reprova Eduardo Bolsonaro por propor Zelle como alternativa ao Pix

Deputada critica alinhamento com os EUA e classifica como “nojento”, defendendo o sistema brasileiro. Leia no Poder360.

04/06/2026 14:30

2 min

Gleisi reprova Eduardo Bolsonaro por propor Zelle como alternativa ao Pix
(Imagem de reprodução da internet).

Gleisi Hoffmann critica proposta de Eduardo Bolsonaro sobre sistema de pagamentos

A deputada federal e pré-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT-PR), expressou sua indignação em uma publicação no X, na quinta-feira (4.jun.2026), sobre a sugestão do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) de substituir o sistema de pagamentos Pix pelo Zelle, dos Estados Unidos. Gleisi afirmou que é “nojento ver a disposição dos Bolsonaros de servir os interesses americanos”.

Ela ressaltou que tanto Eduardo quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devem ser “contidos e punidos, para o bem do Brasil e do povo brasileiro”. Gleisi também criticou a proposta, alegando que visa “reduzir os impostos americanos que eles ajudaram a orquestrar”.

Defesa do Pix como infraestrutura pública

A congressista defendeu a manutenção do Pix, descrevendo-o como “uma infraestrutura pública brasileira, criada e regulamentada pelo Banco Central do Brasil”. Em contraste, ela caracterizou o Zelle como “um sistema privado, operado por bancos americanos, que cobra taxas”.

Gleisi rebateu Flávio Bolsonaro, que foi fotografado segurando um cartaz afirmando que o Pix “é do Brasil e do Bolsonaro”. Ela declarou que o sistema “nunca foi de Bolsonaro — ele sequer sabia do que se tratava quando questionado sobre o assunto” e criticou os métodos de “mentiras, falta de caráter e bajulação” utilizados por eles.

Contexto da proposta de substituição do Pix

A sugestão de Eduardo Bolsonaro para substituir o Pix pelo Zelle foi feita em uma entrevista ao portal TMC News na quarta-feira (3.jun.2026). A proposta surge após o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) divulgar relatórios críticos ao sistema brasileiro e anunciar novas tarifas sobre produtos do Brasil.

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O relatório do USTR recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, alegando que o Brasil mantém políticas de pagamento eletrônico que “desfavorecem empresas americanas envolvidas no comércio digital ou em serviços de pagamento eletrônico”.

Fonte por: Poder 360

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