Governo classifica investigação dos EUA como ‘arbitrária’ e ‘incompleta’

Ministro das Relações Exteriores do Brasil Contesta Investigação dos EUA
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, apresentou uma contestação formal ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) em relação a uma investigação que apontou falhas do Brasil no combate ao trabalho escravo. Em sua carta, o chanceler descreveu a apuração como “arbitrária” e “incompleta”.
Argumentos do Chanceler
Vieira destacou que o Brasil colaborou de maneira construtiva com o USTR, fornecendo ampla documentação e participando de consultas governamentais. No entanto, ele afirmou que o Relatório da Seção 301 sobre Trabalho Forçado não refutou as evidências apresentadas pelo Brasil.
Políticas Brasileiras Ignoradas
No documento, o ministro ressaltou que a investigação ignora as políticas brasileiras de combate ao trabalho análogo à escravidão e carece de uma base legal sólida. Ele também afirmou que não há “qualquer indício” de que produtos fabricados com trabalho forçado tenham chegado ao mercado dos Estados Unidos a partir do Brasil.
Pedido de Retirada de Sanções
Vieira solicitou ao USTR que retire o Brasil de “qualquer decisão decorrente da investigação” e que não aplique tarifas adicionais de 12,5% ou outras medidas comerciais contra produtos brasileiros. O chanceler argumentou que tais taxas não são uma solução viável para eliminar o trabalho forçado.
Robustez do Sistema Brasileiro
O ministro também enfatizou que o Brasil possui um dos sistemas mais robustos do mundo para combater o trabalho análogo à escravidão, reforçando a posição do país na luta contra essa prática.
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Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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