Influenciador se torna réu por afirmar que pobres não deveriam votar

Influenciador Leonardo Marcondes se torna réu em ação civil pública
O influenciador digital Leonardo Marcondes foi formalmente acusado em uma ação civil pública pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026. O processo questiona declarações feitas por ele em suas redes sociais, onde afirmou que “pobres não deveriam votar” e que “pobre quer tirar vantagem em tudo”.
O caso está sob segredo de Justiça. De acordo com informações, o juiz responsável pela ação proibiu Marcondes de realizar novas postagens com conteúdo preconceituoso, mas rejeitou o pedido do MPSP para que sua conta fosse removida das redes sociais.
Acusações e Requerimentos do Ministério Público
O promotor Ricardo Manuel Castro, ao acionar a Justiça, destacou que as declarações de Marcondes caracterizam aporofobia, que é o preconceito contra pessoas em situação de pobreza. Ele argumentou que o direito ao voto é um pilar da cidadania e não pode ser condicionado a critérios econômicos. Além disso, enfatizou que a liberdade de expressão não deve abranger discursos de ódio que marginalizem grupos vulneráveis.
A ação do MPSP também inclui a empresa Meta, responsável pela plataforma onde Marcondes publicou suas declarações. Entre os pedidos do Ministério Público estão:
- Retirada do vídeo e do perfil do influenciador no Instagram;
- Preservação dos dados da conta para fins de prova;
- Proibição de novas publicações de teor preconceituoso;
- Participação do réu em um curso de 30 horas sobre inclusão social, no prazo de um ano.
Além disso, o MPSP solicita o pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos, que será destinado ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
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Resposta de Leonardo Marcondes
Em junho, quando a ação civil foi iniciada, Marcondes se manifestou nas redes sociais, afirmando que foi pego de surpresa pela notícia e que ainda não havia sido oficialmente notificado sobre a ação. Ele expressou preocupação com a divulgação de informações sobre um processo que, segundo ele, deveria tramitar em sigilo.
Marcondes declarou que sua equipe jurídica está investigando a origem das informações e que ele permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos assim que tiver acesso oficial aos autos do processo.
Ele ressaltou que novas manifestações sobre o caso serão feitas apenas após a obtenção de informações oficiais, a fim de evitar especulações e garantir a seriedade do assunto.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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