Israel penaliza dois soldados pela destruição da estátua de Cristo no Líbano

Militar israelense é punido após foto polêmica com escultura de Jesus na cruz em 20 de novembro.

21/04/2026 19:30

3 min

Israel penaliza dois soldados pela destruição da estátua de Cristo no Líbano
(Imagem de reprodução da internet).

Soldados israelenses são punidos por destruição de crucifixo no Líbano

As Forças Armadas de Israel decidiram retirar dois soldados do serviço de combate e os colocaram em detenção militar por 30 dias após a destruição de um crucifixo no sul do Líbano, conforme informado nesta terça-feira (21).

Uma imagem que mostrava um soldado israelense utilizando um machado para danificar uma escultura de Jesus na cruz gerou uma onda de condenação na segunda-feira (20), recebendo críticas de políticos israelenses, autoridades dos Estados Unidos e líderes religiosos.

Investigação e reações ao incidente

O repórter palestino Younis Tirawi divulgou a foto, além de outras que evidenciam a má conduta de soldados israelenses em Gaza. Um comunicado militar revelou que a investigação sobre o incidente confirmou que um soldado danificou um símbolo religioso cristão, enquanto outro registrou o ato em fotografia. Seis outros soldados estavam presentes, mas não tomaram nenhuma atitude, segundo a declaração.

As Forças Armadas de Israel afirmaram que estão colaborando com a comunidade local para substituir a estátua danificada. O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, classificou a profanação da estátua como inaceitável e uma falha moral, conforme o comunicado oficial.

Histórico de condutas nas Forças Armadas

Esse tipo de punição é considerado raro nas Forças Armadas israelenses, de acordo com organizações de direitos humanos. Em 2025, o grupo de monitoramento de conflitos Action on Armed Violence relatou que Israel havia encerrado ou deixado sem solução 88% dos casos de suposta má conduta em Gaza e na Cisjordânia.

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Recentemente, as acusações contra soldados que supostamente abusaram sexualmente de um detento em Gaza foram retiradas.

Contexto do conflito no Líbano

A Reuters confirmou que a imagem foi capturada em Debel, um dos poucos vilarejos no sul do Líbano onde os moradores permaneceram durante a campanha militar israelense contra a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã. A ofensiva teve início em 2 de março, após o grupo disparar foguetes contra Israel em apoio ao Irã.

Debel é uma das várias vilas no sul do Líbano que estão sob ocupação israelense efetiva. Recentemente, Israel e Líbano concordaram em um cessar-fogo mediado pelos EUA, com o intuito de interromper os combates entre Israel e o Hezbollah.

Tensões sectárias e ações israelenses

Uma autoridade israelense informou anteriormente que as aldeias cristãs no sul do Líbano não receberam ordens de retirada, ao contrário das aldeias muçulmanas xiitas. Parlamentares libaneses expressaram preocupação de que as ações israelenses possam intensificar as tensões sectárias. O exército israelense tem realizado demolições em vilarejos no sul, alegando que está atuando contra a infraestrutura do Hezbollah.

Fonte por: Jovem Pan

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