Israel prorroga por 2 dias a detenção do ativista Thiago Ávila

Prorrogação da Detenção de Ativistas da Flotilha Global Sumud
Um tribunal em Israel decidiu neste domingo (3 de maio de 2026) prorrogar por dois dias a detenção de dois ativistas: o brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek. Ambos faziam parte da flotilha Global Sumud, que tinha como destino Gaza, mas foi interceptada pelas forças israelenses em águas internacionais, na costa da Grécia, na quarta-feira (29 de abril).
Detenção e Representação Legal
Segundo Miriam Azem, da organização de direitos humanos Adalah, as autoridades israelenses solicitaram uma prorrogação de quatro dias. Os ativistas estão detidos na prisão de Shikma, em Ashkelon, e contam com a representação de advogados da ONG.
Objetivo da Flotilha e Detenções
A flotilha, composta por mais de 50 embarcações, partiu da França, Espanha e Itália com a intenção de romper o bloqueio israelense a Gaza e levar suprimentos ao território palestino. Os dois ativistas estavam entre mais de 170 pessoas detidas pela Marinha de Israel na quarta-feira, sendo que os demais foram liberados na sexta-feira (1º de maio), na Grécia e na Turquia.
Acusações e Condições de Detenção
No sábado (2 de maio), o Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que os ativistas teriam ligações com a PCPA (Conferência Popular para os Palestinos no Exterior). O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos alegou que o grupo “age clandestinamente em nome do Hamas”. A flotilha Global Sumud divulgou um comunicado relatando que Ávila foi torturado pelas forças israelenses, afirmando ter sido submetido a brutalidade extrema durante a apreensão das embarcações.
Reação do Governo Brasileiro
Desde sua chegada a Israel, o ativista brasileiro relatou estar em isolamento e com os olhos vendados. O Itamaraty emitiu uma nota conjunta com o governo da Espanha na sexta-feira (1º de maio), condenando o que considerou um “sequestro” de seus cidadãos em águas internacionais e exigindo o retorno imediato de Ávila e Abu Keshek, com garantias de segurança.
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A nota destaca que a ação das autoridades israelenses é ilegal e uma afronta ao direito internacional, podendo ser acionada em cortes internacionais.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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