Jurí do caso Gritzbach é anulado devido a desentendimento entre defesa e promotor

Anulação do Julgamento de Policiais Militares
O julgamento dos policiais militares envolvidos na morte do empresário Vinicius Gritzbach foi anulado nesta segunda-feira (22) após a defesa deixar o plenário do Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. A decisão foi tomada em meio a desentendimentos entre os advogados e o Ministério Público durante a sessão.
O clima no tribunal foi tenso, com discussões acaloradas entre a acusação e a defesa. O principal conflito ocorreu entre o promotor Rodrigo Merlin e os advogados Renan Pacheco Canto e Mauro Ribas Júnior, resultando na dissolução do conselho de sentença. Com a anulação, ainda não há uma nova data marcada para o julgamento.
Desentendimentos no Tribunal
A tensão aumentou durante o depoimento do perito Leandro Lopes, quando a defesa questionou suas análises sobre veículos e procedimentos periciais. O advogado Mauro Ribas Júnior interrompeu o depoimento para criticar a postura do promotor, chamando-o de “cínico” e “mal-educado”, após uma troca de palavras entre Merlin e Renan Pacheco Canto.
O Fórum Criminal de Guarulhos acompanhou de perto os trabalhos, onde os policiais militares eram julgados pela morte de Vinicius Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Novais, assassinados no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Os réus no banco dos acusados eram o cabo Antônio Martins, o soldado Ruan Rodrigues e o tenente Fernando Gennaro da Silva.
Representantes da defesa e da acusação concederam entrevistas à imprensa, onde os advogados alegaram que o promotor tentava desviar o foco do julgamento. Rodrigo Merlin, por sua vez, negou as acusações e afirmou que a defesa já demonstrava intenção de abandonar o tribunal antes do término da sessão.
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Contexto do Julgamento
O julgamento investiga a participação de três policiais militares no assassinato de Vinícius Gritzbach, que foi executado por homens armados, além de atingir Celso, que era motorista de aplicativo. Outras pessoas também foram feridas durante o ataque.
No Fórum Criminal de Guarulhos, sete testemunhas foram ouvidas, incluindo Simone Fernandes Novais, viúva de Celso, uma das vítimas do ataque ocorrido em 8 de novembro de 2024. O caso continua sob a supervisão da Justiça, e uma nova data para o julgamento será definida posteriormente.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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