Justiça afasta secretário e vereador de Salvador por suspeita de irregularidades

Ministério Público da Bahia investiga corrupção e fraude em licitações com prejuízo de R$ 38 milhões em 10 anos de atuação.

13/07/2026 23:20

2 min

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Afastamento de Secretário e Vereador em Salvador

A Justiça da Bahia determinou o afastamento do secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro de Salvador, Luciano Sandes, e do vereador George Carlos Reis Pereira, conhecido como Gordinho da Favela, de seus cargos. A decisão foi tomada em meio a uma investigação sobre uma suposta organização criminosa que estaria envolvida em contratos da prefeitura da capital baiana.

O cumprimento do afastamento ocorreu nesta segunda-feira (13), durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA). A investigação aponta que o grupo é suspeito de fraudar licitações, direcionar contratos públicos, superfaturar pagamentos e desviar recursos, resultando em um prejuízo estimado de R$ 38,3 milhões aos cofres municipais.

Motivos do Afastamento

De acordo com a decisão judicial, o afastamento de Luciano Sandes foi considerado necessário para evitar que sua permanência no cargo comprometesse o andamento das investigações. O secretário teria a capacidade de autorizar despesas e influenciar procedimentos administrativos, o que poderia interferir na produção de provas e constranger servidores que colaborassem com as apurações.

O vereador Gordinho da Favela também foi afastado cautelarmente, visando impedir que influências políticas fossem utilizadas para beneficiar interesses do grupo investigado. O Ministério Público revelou que o suposto esquema atuou por cerca de 10 anos em contratos da Secretaria Municipal de Manutenção da Cidade e da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador.

Contratos Irregulares e Resposta da Prefeitura

As investigações revelaram que o grupo utilizou aditivos contratuais e pagamentos irregulares para favorecer empresas ligadas a eles. Um exemplo é um pregão eletrônico realizado em 2018, cujo valor inicial era de R$ 8,9 milhões, mas os pagamentos chegaram a R$ 15,2 milhões, um aumento superior a 60% sem justificativa técnica adequada.

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A Prefeitura de Salvador informou que irá cumprir a decisão judicial, colaborar com as investigações e instaurar um procedimento administrativo para verificar possíveis prejuízos ao erário relacionados aos fatos investigados.

Fonte por: CNN Brasil

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