Lei em SC proíbe ensino de gênero nas escolas estaduais
Instituições de ensino podem ser punidas por descumprirem lei sancionada pelo governador Jorginho Mello. Confira no Poder360.
Governador de Santa Catarina Sanciona Lei sobre Atividades Pedagógicas de Gênero
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), sancionou uma nova lei que permite que pais e responsáveis proíbam seus filhos de participar de “atividades pedagógicas de gênero” nas escolas. A lei foi sancionada em 1º de abril e publicada no Diário Oficial do Estado em 6 de abril de 2026.
Definição de Atividades Pedagógicas de Gênero
Conforme o artigo 2º da lei 19.776 de 2026, as “atividades pedagógicas de gênero” são definidas como aquelas que tratam de temas relacionados à identidade de gênero, orientação sexual, diversidade sexual e igualdade de gênero, entre outros assuntos correlatos.
Direitos dos Pais e Responsáveis
A legislação determina que os pais e responsáveis devem ser informados sobre quaisquer atividades pedagógicas de gênero que possam ocorrer nas escolas. Eles têm o direito de manifestar sua concordância ou discordância em relação à participação de seus filhos, por meio de um documento escrito e assinado, que deve ser entregue à instituição de ensino.
Penalidades para Instituições de Ensino
As instituições que não cumprirem a nova norma estarão sujeitas a penalidades, que incluem:
- Advertência por escrito, com prazo para regularização;
- Multa de R$ 1.000 a R$ 10.000 por aluno participante, em caso de reincidência;
- Suspensão temporária das atividades da instituição por até 90 dias;
- Cassação da autorização de funcionamento da instituição de ensino.
Contexto e Outras Medidas do Governador
Jorginho Mello, aliado da família Bolsonaro, também sancionou em janeiro de 2026 a lei estadual 19.722, que proíbe a adoção de cotas raciais em universidades estaduais ou que recebem verbas públicas. Essa norma, no entanto, está suspensa por decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e será julgada em plenário virtual entre 10 e 17 de abril de 2026.
A proibição das cotas raciais é contestada no Supremo Tribunal Federal por diversas entidades, incluindo a OAB, o PSOL, a UNE e a ONG Educafro, com o ministro Gilmar Mendes atuando como relator do caso.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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