Lula e líderes de esquerda se encontram na Espanha para ‘defender democracia’

Reunião Internacional em Defesa da Democracia em Barcelona
No último sábado (17), o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, destacou a importância de “proteger e fortalecer” a democracia durante uma reunião de líderes internacionais de esquerda em Barcelona. A presença da presidente do México, Claudia Sheinbaum, simboliza a melhora nas relações entre os dois países, que enfrentaram tensões recentes.
Sánchez enfatizou que a democracia não deve ser considerada garantida, citando ataques ao sistema multilateral e a normalização do uso da força. Ele convocou os líderes presentes, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o sul-africano Cyril Ramaphosa, a se unirem para defender o sistema democrático.
Avanços nas Relações entre Espanha e México
A quarta edição do fórum, que conta com o apoio do Brasil e da Espanha, ocorre em um momento em que líderes de direita se reúnem em Milão. A presidente Sheinbaum, em sua primeira visita à Europa desde que assumiu o cargo, representa um passo significativo na reconciliação entre os dois países, que anteriormente exigiram desculpas pela conquista espanhola das Américas.
Recentemente, os governos de ambos os países têm adotado gestos de distensão, como o reconhecimento do rei Felipe VI sobre os abusos cometidos durante a conquista. Sheinbaum afirmou que “não há crise diplomática” e ressaltou a importância de reconhecer a força dos povos originários.
Defesa da História e Propostas Futuras
Durante o evento, Sheinbaum fez uma defesa do México, mencionando as relações históricas com a Espanha e a resistência dos povos originários. Ela anunciou que o México será a sede da próxima Reunião em Defesa da Democracia e propôs a adoção de uma declaração contra a intervenção militar em Cuba.
Leia também
Objetivos do Encontro e Críticas a Políticas Globais
O encontro, que reúne líderes que frequentemente se opõem às políticas do ex-presidente americano Donald Trump, busca ser uma plataforma de alternativas globais, segundo o presidente colombiano Gustavo Petro. Ele descreveu a cúpula como um “farol” em meio à desordem global, promovendo a vida e não a morte.
Conclusão e Expectativas Futuras
O evento também coincide com o fórum ‘Global Progressive Mobilisation’, que reúne forças de esquerda e movimentos sindicais. Na sessão de encerramento, esperam-se discursos de líderes como Sánchez e Lula, que reforçarão suas posições em relação a questões globais, incluindo críticas a conflitos recentes no Oriente Médio.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


