Lula enfrenta dificuldades com aliadas e palanque frágil em Goiás

Adriana Accorsi e Aava Santiago permanecem como pré-candidatas à Câmara, complicando a possibilidade de um 2º turno no Estado.

11/07/2026 15:40

2 min

Lula, Aava Santiago e Adriana Accorsi
Lula, Aava Santiago e Adriana Accorsi

Desentendimento entre Lula e líderes do PT e PSB em Goiás

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conseguiu persuadir a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) e a vereadora de Goiânia Aava Santiago (PSB-GO) a formarem uma chapa majoritária em Goiás. Ambas lideram os diretórios estaduais do PT e do PSB, respectivamente, e optaram por seguir como pré-candidatas a deputada federal.

Consideradas puxadoras de voto para suas respectivas bancadas na Câmara, Adriana e Aava eram vistas por Lula como parte de uma chapa feminina ideal, com Adriana como candidata ao governo e Aava ao Senado. Essa configuração era considerada o “cenário ideal” pelo presidente.

Expectativas e pesquisas eleitorais

Na quarta-feira (8 de julho), Lula se reuniu com as duas para discutir o cenário eleitoral em Goiás. Ele solicitou ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, que realizasse uma pesquisa para avaliar a viabilidade das candidaturas. O objetivo é convencê-las a integrar uma chapa forte para apoiar Lula no estado.

Espera-se que os resultados dessa pesquisa sejam divulgados até segunda-feira (13 de julho). Além de uma pesquisa quantitativa, uma análise qualitativa será realizada para entender o impacto da candidatura de Aava ao Senado nas intenções de voto para Lula em Goiás.

Impacto da recusa e possíveis alianças

A recusa de Adriana e Aava representa um revés para Lula em Goiás, enfraquecendo o palanque do PT, que já conta com o ex-deputado estadual Luís César Bueno como pré-candidato. Seu desempenho nas pesquisas tem sido insatisfatório, com apenas 5% das intenções de voto. A presença de Adriana e Aava na disputa poderia aumentar as chances de um segundo turno.

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Anteriormente, uma facção do PT, liderada pelo ex-tesoureiro Delúbio Soares, buscou uma aliança com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que também é pré-candidato ao governo. Nesse cenário, o PT abriria mão de uma candidatura própria em Goiás. No entanto, Adriana rejeitou essa aliança, argumentando que o PSDB se opõe a Lula. O PT ainda não definiu um prazo para escolher seu candidato ao pleito.

Fonte por: Poder 360

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