Metade do Senado apoia a “PEC do horário flexível”

Apoio à proposta que permite negociação da jornada de trabalho entre empresas e trabalhadores é revelado. Confira no Poder360.

28/05/2026 20:40

3 min

Metade do Senado apoia a “PEC do horário flexível”
(Imagem de reprodução da internet).

Senadores Apresentam a “PEC do Horário Flexível

Quarenta dos 81 senadores assinaram a proposta conhecida como “PEC do horário flexível”, apresentada por Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. Essa proposta visa criar um modelo alternativo de contratação, baseado nas horas efetivamente trabalhadas.

Protocolada na madrugada de quinta-feira (28 de maio de 2026), a PEC surge como uma resposta à proposta aprovada pela Câmara, que propõe o fim da escala de trabalho 6 X 1.

Detalhes da Proposta de Flexibilização

De acordo com a assessoria do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), o relator da PEC que extingue a escala 6 X 1 também será responsável pela análise da PEC do horário flexível, pois ambas tratam de temas semelhantes. O relator ainda não foi definido.

A proposta de Marinho permite que empregadores e trabalhadores escolham entre o regime tradicional da CLT ou um modelo flexível, onde o pagamento é feito apenas pelas horas trabalhadas. Além disso, o contrato individual terá prioridade sobre acordos coletivos, e benefícios como FGTS, férias e 13º salário serão proporcionais à carga horária cumprida.

Para protocolar uma PEC no Senado, são necessárias pelo menos 27 assinaturas. A “PEC do horário flexível” superou esse número, recebendo apoio de quase metade dos senadores.

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Assinaturas da “PEC do Horário Flexível”

A seguir, a lista dos senadores que assinaram a proposta:

  • Rogério Marinho (PL-RN)
  • Damares Alves (Republicanos-DF)
  • Eduardo Girão (Novo-CE)
  • Laércio Oliveira (PP-SE)
  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
  • Plínio Valério (PSDB-AM)
  • Marcos Rogério (PL-RO)
  • Hermes Klann (PL-SC)
  • Zequinha Marinho (Podemos-PA)
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
  • Wilder Morais (PL-GO)
  • Jayme Bagattoli (PL-RO)
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN)
  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Tereza Cristina (PP-MS)
  • Carlos Portinho (PL-RJ)
  • Dr. Hiran (PP-RR)
  • Eduardo Gomes (PL-TO)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Lucas Barreto (PSD-AP)
  • Sérgio Moro (PL-PR)
  • Romário (PL-RJ)
  • Angelo Coronel (Republicanos-BA)
  • Marcos do Val (Avante-ES)
  • Efraim Filho (PL-PB)
  • Dra. Eudócia (PSDB-AL)
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  • Izalci Lucas (PL-DF)
  • Roberta Acioly (Republicanos-RR)
  • Sérgio Petecão (PSD-AC)
  • Cleitinho (Republicanos-MG)
  • Esperidião Amin (PP-SC)
  • Wellington Fagundes (PL-MT)
  • Jayme Campos (União Brasil-MT)
  • Nelsinho Trad (PSD-MS)
  • Carlos Viana (PSD-MG)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)

Aprovação da PEC na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (27 de maio), a PEC que altera a escala de trabalho de 6 X 1 para 5 X 2, reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas. O texto agora segue para análise do Senado.

A proposta foi aprovada em primeiro turno com 472 votos a favor e 22 contra, e em segundo turno com 461 votos favoráveis e 19 contrários, superando a exigência de 308 votos em cada votação.

Fonte por: Poder 360

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