Minerva espera alta rentabilidade com China, mesmo com cotas

Companhia projeta manter volume de exportações para o país asiático com preços muito mais altos em 2023.

07/05/2026 11:20

2 min

Minerva espera alta rentabilidade com China, mesmo com cotas
(Imagem de reprodução da internet).

Minerva Foods e o Mercado Chinês de Carne Bovina

A Minerva Foods deve continuar a liderar as exportações de carne bovina para a China no primeiro semestre de 2026, impulsionada por preços mais altos oferecidos pelo mercado chinês. Apesar das restrições de importação e medidas de salvaguarda, a empresa espera manter o mesmo volume de embarques para a China em 2026, em comparação com 2025, com uma expectativa de maior rentabilidade nas operações.

Desempenho no Primeiro Trimestre

Durante a teleconferência de resultados do primeiro trimestre, o CEO da Minerva, Fernando Queiroz, destacou que a China teve um papel significativo no início do ano e deve continuar a ser mais relevante que os Estados Unidos até o meio do ano. Ele mencionou que, após esse período, os EUA devem ganhar mais importância nas exportações.

De acordo com a empresa, a Ásia representou 36% das exportações de carne bovina no trimestre, com a China respondendo por 29% do total. Em termos de receita, a Ásia contribuiu com 17%, enquanto a China representou 10%. As exportações foram responsáveis por 63% da receita total da companhia no período.

Expectativas para o Mercado Chinês

O CFO da Minerva, Edson Ticle, afirmou que, apesar da cota chinesa imposta ao Brasil, a expectativa é manter os volumes exportados para a China. Ele acredita que as operações na Argentina, Uruguai e Colômbia ajudarão a compensar as restrições enfrentadas pelo Brasil, já que esses países continuarão com acesso ao mercado chinês.

Ticle também mencionou que, embora o volume de exportação para a China permaneça o mesmo, os preços devem ser significativamente mais altos em 2026, resultando em um ganho financeiro maior em comparação ao ano anterior.

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Perspectivas Futuras

A Minerva espera que a cota chinesa seja totalmente preenchida até o terceiro trimestre de 2026, com os primeiros impactos já visíveis em abril. Queiroz observou que, após esse período, os mercados internos devem se tornar mais relevantes para a empresa, embora a China continue a ser o principal destino das exportações.

O CEO também ressaltou que fatores como câmbio e competitividade global influenciam as decisões comerciais da Minerva. Ele destacou a resiliência do mercado brasileiro e o desempenho positivo de outros países da América do Sul para a empresa.

Fonte por: CNN Brasil

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