Moraes apoia ação global contra o poder “ilimitado” das big techs

Ministro alerta sobre poder “supranacional” das plataformas digitais e seu uso por extremistas para ameaçar soberania e instituições.

14/05/2026 11:20

2 min

Moraes apoia ação global contra o poder “ilimitado” das big techs
(Imagem de reprodução da internet).

Ministro Alexandre de Moraes defende regulamentação internacional das big techs

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou a necessidade de uma resposta internacional ao que considera o poder “ilimitado” das grandes empresas de tecnologia. Em sua fala, Moraes alertou que as plataformas digitais têm sido utilizadas por grupos extremistas para atacar instituições democráticas e o Poder Judiciário.

Conferência Ibero-Americana de Justiça Constitucional

A declaração de Moraes ocorreu durante a XVI Conferência Ibero-Americana de Justiça Constitucional, realizada em Brasília. Ele enfatizou que as democracias enfrentam um “momento difícil” devido a ataques coordenados nas redes sociais.

O ministro ressaltou que as plataformas digitais possuem um poder “supranacional” ainda não regulamentado, o que pode ameaçar a soberania dos países e desrespeitar legislações nacionais e internacionais.

Necessidade de regulamentação

Moraes afirmou que é urgente implementar uma regulamentação internacional para as redes sociais e as big techs. Essa medida visa não apenas combater a disseminação de discursos de ódio e antidemocráticos, mas também proteger crianças e adolescentes.

Ele mencionou que essa iniciativa poderia ser liderada pelas cortes constitucionais e relacionou o uso das redes sociais ao aumento de casos de suicídio e automutilação entre jovens, caracterizando um “verdadeiro bullying” promovido por essas plataformas.

Leia também

Desafios na regulamentação das redes sociais

O tema da regulamentação das redes sociais é frequentemente discutido entre os Três Poderes, mas ainda não há uma solução abrangente. O STF já tomou decisões importantes, como a que amplia a responsabilização das plataformas pelo conteúdo de terceiros.

Além disso, neste ano, entrou em vigor o ECA Digital, a primeira lei brasileira que estabelece regras e punições para as plataformas digitais, com foco na proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.

Fonte por: CNN Brasil

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