Oncoclínicas planeja buscar acordos antes de decidir sobre recuperação extrajudicial

Oncoclínicas Enfrenta Desafios Financeiros e Possível Recuperação Extrajudicial
Os rumores sobre a possibilidade de a Oncoclínicas protocolar um pedido de recuperação extrajudicial após o vencimento de uma medida cautelar na Justiça aumentaram a cautela entre os investidores. Essa medida, obtida em abril, suspendeu temporariamente cobranças e protegeu a empresa de ações de credores durante as negociações para reestruturação da dívida.
A expectativa do mercado se concentra na data de hoje, 16 de outubro, quando a medida cautelar expira. A preocupação com a situação financeira da Oncoclínicas se intensificou nas últimas semanas, resultando em uma queda significativa das ações da empresa, que já acumulam uma desvalorização de 55,72% neste ano.
Negociações com Credores e Possíveis Caminhos
Fontes próximas à Oncoclínicas indicam que a prioridade da empresa é avançar nas negociações com seus principais credores antes de considerar um pedido de recuperação extrajudicial. A avaliação é de que uma recuperação teria mais chances de sucesso se já houvesse acordos prévios com os credores.
O vencimento da medida cautelar não é visto como um gatilho automático para o protocolo de recuperação. Apesar das especulações, as negociações continuam em andamento, sem definições formais até o momento.
Movimentos nos Bastidores
Recentemente, a Journey Capital e o escritório Felsberg Advogados foram contratados para representar os detentores de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) da Oncoclínicas, que representam a maior parte da dívida da empresa. Estima-se que os instrumentos de mercado de capitais, como debêntures e CRIs, totalizem cerca de R$ 2,93 bilhões, correspondendo a 91% do endividamento financeiro da companhia.
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Os principais credores incluem investidores de plataformas como XP, BTG Pactual, Safra e Banco do Brasil, além de gestoras como BB Asset e Santander Asset. A contratação de assessores pelos credores sugere uma tentativa de coordenação para fortalecer as negociações.
Impactos da Crise Financeira
A Oncoclínicas enfrenta sua maior crise financeira, com um prejuízo de R$ 3,67 bilhões registrado em 2025 e uma dívida financeira próxima de R$ 3,2 bilhões. A empresa também descumpriu indicadores financeiros, apresentando alavancagem superior ao limite estabelecido em contratos de dívida.
A crise impactou a operação da rede, resultando em relatos de interrupções em atendimentos e tratamentos devido a dificuldades no fornecimento de medicamentos. A Oncoclínicas afirmou que está trabalhando para normalizar os serviços.
Em comunicado, a empresa reiterou que a possibilidade de recuperação extrajudicial está sendo avaliada nas discussões com os credores. A situação permanece em monitoramento, e a Oncoclínicas não se manifestou até o fechamento desta matéria.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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