Operação que prendeu Bacellar também envolve deputado Thiago Rangel

Polícia Federal realiza operação “Unha e Carne” e prende alvos em diferentes momentos no Rio de Janeiro.

05/05/2026 10:20

2 min

Operação que prendeu Bacellar também envolve deputado Thiago Rangel
(Imagem de reprodução da internet).

Operação Unha e Carne: Prisão de Thiago Rangel

A “Operação Unha e Carne” resultou na prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante) no Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (5). Esta operação também levou à detenção de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, cuja primeira prisão ocorreu em dezembro de 2025. Atualmente, a operação está em sua quarta fase, visando desarticular uma organização criminosa envolvida em fraudes em compras e serviços na Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.

Além da prisão de Rangel, as autoridades estão cumprindo cinco mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.

Histórico de Bacellar

Rodrigo Bacellar foi preso pela primeira vez em dezembro de 2025, mas foi liberado após a Alerj aprovar uma resolução para sua soltura. Em março deste ano, ele foi novamente detido durante outra fase da “Operação Unha e Carne”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bacellar e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, por obstrução de investigação relacionada ao Comando Vermelho.

Além deles, foram denunciados o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, a esposa de TH Joias, Jéssica de Oliveira Lima, e o assessor parlamentar Thárcio Nascimento Salgado. A PGR afirma que esses indivíduos colaboraram para prejudicar a Operação Zargun, que visa desmantelar uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de armas e drogas.

Investigações sobre Thiago Rangel

As investigações da Polícia Federal começaram após a análise de mídias apreendidas na primeira fase da operação, que tinha como objetivo combater o vazamento de informações sigilosas por agentes públicos. As apurações revelaram um esquema de direcionamento nas contratações de escolas estaduais, favorecendo empresas ligadas à organização criminosa.

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A PF identificou que, após receberem recursos públicos, os envolvidos realizavam saques e transferências bancárias para empresas associadas ao grupo criminoso. Os valores desviados eram misturados com recursos lícitos em contas de uma rede de postos de combustíveis administrada pelo líder da organização.

A defesa do deputado Thiago Rangel ainda não se manifestou sobre as acusações.

Fonte por: CNN Brasil

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