Os riscos ocultos de não usar protetor solar em dias frios e nublados

Radiação ultravioleta: a falsa sensação de frescor pode danificar o colágeno e elevar o risco de manchas na pele.

27/05/2026 04:30

3 min

Os riscos ocultos de não usar protetor solar em dias frios e nublados
(Imagem de reprodução da internet).

Importância do Protetor Solar em Dias Frios e Nublados

A diminuição da temperatura e a presença de céu encoberto podem levar as pessoas a negligenciarem o uso diário de protetor solar, o que representa um risco para a saúde da pele. Especialistas afirmam que é essencial utilizar protetor solar mesmo em dias frios e nublados, pois a radiação ultravioleta (UV) pode causar danos celulares silenciosos, independentemente da presença do sol.

Sinais de Danos na Pele pela Falta de Proteção

Os efeitos da ausência de fotoproteção não são imediatos, mas se acumulam ao longo do tempo, manifestando-se por meio de alterações na textura e pigmentação da pele. Quando a pele é exposta a agressões repetidas, especialmente em climas frios, surgem sinais de alerta:

  • Aparecimento de manchas escuras: Melasma e hiperpigmentações podem escurecer mesmo sem exposição direta ao sol.
  • Perda de firmeza facial: A pele pode parecer mais fina e flácida devido à degradação das fibras de sustentação.
  • Aprofundamento de linhas finas: Rugas e vincos podem se tornar mais evidentes antes do esperado.
  • Sensibilidade e vermelhidão: A pele pode apresentar vasinhos visíveis, especialmente nas bochechas e no nariz.
  • Surgimento de lesões suspeitas: Pintas com bordas irregulares ou descamações que demoram a cicatrizar devem ser avaliadas.

Como a Luz Invisível Afeta a Estrutura Celular

Um equívoco comum é pensar que as nuvens oferecem proteção total contra a radiação solar. Na verdade, cerca de 80% da radiação UV consegue penetrar as nuvens. Os raios UVB, que causam vermelhidão, são menos intensos no inverno, mas os raios UVA permanecem constantes durante todo o ano, representando até 95% da radiação UV que atinge a pele. Esses raios penetram profundamente na pele, danificando colágeno e elastina, além de provocar mutações no DNA celular, aumentando o risco de câncer de pele.

Avaliação Dermatológica e Mapeamento da Pele

Quando há sinais de fotoenvelhecimento ou pigmentações atípicas, é importante realizar uma avaliação dermatológica. O diagnóstico busca mensurar os danos causados pela falta de proteção e descartar lesões pré-malignas. O dermatologista utiliza um dermatoscópio para examinar a pele em detalhes, identificando padrões de manchas e textura. Em casos suspeitos, pode ser necessária uma biópsia para análise laboratorial.

Formas Eficazes de Proteger a Pele

Proteger a pele de forma eficaz não requer uma rotina complexa, mas sim a regularidade no uso de protetor solar. As principais recomendações incluem:

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  • Filtros de amplo espectro: Escolher produtos que bloqueiem tanto os raios UVA quanto UVB, com FPS mínimo de 30.
  • Adequação da textura: Optar por fórmulas em gel ou loções leves para evitar desconforto em peles acneicas.
  • Barreiras físicas: Protetores com cor ajudam a proteger contra a luz visível, sendo úteis no controle do melasma.
  • Proteção adicional com vestuário: Usar chapéus e óculos escuros, além de roupas que dificultem a passagem da luz.

Iniciar a proteção pela manhã é uma prática recomendada para a saúde da pele a longo prazo. Qualquer alteração na cor ou textura da pele deve ser avaliada por um dermatologista, que é o profissional capacitado para diagnosticar e orientar sobre as melhores práticas de cuidado.

Fonte por: Jovem Pan

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