Petroleiras irão à Justiça contra extensão do imposto de exportação

Equipes jurídicas de empresas prejudicadas por taxa sobre petróleo cru se mobilizam para nova ação judicial.

12/07/2026 18:40

3 min

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Petroleiras Contestam Renovação de Imposto de Exportação de Petróleo

Grandes empresas do setor de petróleo no Brasil estão se preparando para uma nova ação judicial contra a decisão do governo de renovar o imposto de exportação de petróleo cru. Essa medida foi instituída por uma medida provisória em março e foi estendida por mais 60 dias pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) em 9 de julho de 2026.

A decisão do Gecex foi tomada na mesma data em que a medida provisória perderia validade, em uma reunião convocada sem aviso prévio ao setor. As petroleiras foram surpreendidas pela manutenção da taxa, já que executivos haviam sido informados de que o imposto não seria renovado.

Reação das Petroleiras e Ações Judiciais

Logo após o anúncio do Gecex, as empresas decidiram mover uma segunda ação na Justiça contra a medida. A primeira ação, iniciada em abril, havia recebido uma liminar favorável, mas foi posteriormente derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

O setor acredita que a nova decisão do governo é juridicamente mais frágil, oferecendo maiores chances de contestação nos tribunais. A renovação do imposto, que ocorreu por via administrativa, é vista como uma tentativa do governo de manter a arrecadação, mesmo que não tenha a mesma força de uma medida provisória.

Argumentos das Petroleiras

As petroleiras, representadas pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), argumentam que a medida tem caráter arrecadatório e que a intenção do governo não é meramente regulatória. Os advogados que preparam a nova ação pretendem demonstrar que, se o objetivo fosse realmente regulatório, o imposto teria sido instituído desde o início por meio do Gecex.

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Implicações do Imposto e Justificativas do Governo

O IBP considera o imposto ilegal, afirmando que ele utiliza um mecanismo regulatório para aumentar a arrecadação federal. O setor acredita que essa medida traz insegurança jurídica e pode afastar investimentos estrangeiros na indústria petrolífera brasileira.

O governo defende que o imposto é necessário para proteger o mercado interno de combustíveis e desestimular a venda de petróleo cru ao exterior. No entanto, as petroleiras contestam essa justificativa, afirmando que o Brasil exporta petróleo devido à falta de capacidade de refino, e não por escassez de produto.

Além disso, as empresas argumentam que a arrecadação com royalties e participações especiais já é suficiente para cobrir as medidas de desoneração e subsídios criados pelo governo, sem a necessidade de um novo imposto de exportação.

Fonte por: Poder 360

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