PF considera “equívoco” a classificação de facções como terroristas pelos EUA

Andrei Rodrigues, diretor-geral da organização, expressa surpresa com a decisão do governo norte-americano. Confira no Poder360.

05/06/2026 17:40

2 min

PF considera “equívoco” a classificação de facções como terroristas pelos EUA
(Imagem de reprodução da internet).

Classificação de Facções Criminosas como Terroristas Surpreende Polícia Federal

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, expressou surpresa com a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como “terroristas”. A declaração foi feita durante uma entrevista ao canal GloboNews na terça-feira, 2 de junho de 2026.

Rodrigues comentou que a equiparação do crime organizado ao terrorismo é, em sua visão, um equívoco técnico. Ele destacou que essa afirmação é uma posição dos Estados Unidos e não reflete a realidade do combate ao crime no Brasil.

Decisão dos EUA e suas Implicações

A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA em 28 de maio e inclui organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) na mesma categoria de cartéis internacionais de narcotráfico, como os de Sinaloa e Jalisco. A classificação entrou em vigor em 5 de junho.

Apesar da postura do governo americano, Rodrigues assegurou que o trabalho da PF não será impactado. Ele afirmou que nenhuma medida externa afetará os procedimentos internos da instituição no combate ao crime organizado.

Possíveis Entraves Burocráticos

Embora a PF mantenha sua atuação, Rodrigues acredita que a nova classificação pode trazer desafios burocráticos. Ele ressaltou a necessidade de observar como os Estados Unidos irão lidar com essa questão e os possíveis obstáculos que poderão surgir nas interações entre as agências de ambos os países.

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Considerações Finais

A classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelos EUA gera um debate sobre a natureza do crime organizado e suas implicações internacionais. A PF reafirma seu compromisso com a segurança pública, independentemente das mudanças externas, mas permanece atenta às possíveis consequências dessa nova categorização.

Fonte por: Poder 360

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