PIB da China registra desaceleração no 2º trimestre, menor em três anos

Resultado da economia chinesa ficou abaixo das expectativas do mercado, com crescimento de 4,7% no primeiro semestre.

15/07/2026 02:20

3 min

tagreuters.com2026binary_LYNXMPEM0I0JN-BASEIMAGE
tagreuters.com2026binary_LYNXMPEM0I0JN-BASEIMAGE

Crescimento Econômico da China Atinge Menor Nível em Três Anos

No segundo trimestre de 2023, a economia da China apresentou um crescimento de 4,3%, o menor em mais de três anos, conforme dados oficiais divulgados. Esse resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava um avanço de 4,5%, e também não atingiu a meta do governo para 2026. A desaceleração é atribuída a um descompasso entre uma oferta robusta e uma demanda fraca, revelando desequilíbrios estruturais significativos.

O desempenho do PIB representa uma queda em relação ao crescimento de 5,0% registrado no primeiro trimestre. Essa taxa é a mais baixa desde o quarto trimestre de 2022, quando as restrições severas devido à Covid-19 ainda impactavam a economia. Além disso, o crescimento anual ficou abaixo da meta oficial, que varia entre 4,5% e 5%, indicando os desafios que o governo enfrenta para reaquecer a demanda e sustentar o crescimento econômico.

Desafios e Expectativas para o Futuro

A economia chinesa enfrenta um cenário de desequilíbrio, com a produção industrial se mantendo forte, impulsionada por exportações ligadas à tecnologia, enquanto o consumo e os investimentos permanecem pressionados pela crise no setor imobiliário e pelos altos preços do petróleo. Analistas, como Hao Zhou da Guotai Haitong Securities, destacam a necessidade de Pequim focar no fortalecimento da demanda interna, especialmente em consumo e investimentos em infraestrutura.

No entanto, a expectativa é de que não haja um pacote de estímulos abrangente, mas sim medidas direcionadas e graduais, enquanto a demanda externa continuar a sustentar o crescimento. Os investidores aguardam a reunião do Politburo no final de julho, que pode trazer novos sinais sobre a política econômica para o restante do ano.

Produção e Investimentos: Um Cenário Contrastante

Em junho, a produção industrial da China cresceu 5,3% em relação ao ano anterior, superando a alta de 4,5% de maio. As vendas no varejo também mostraram sinais de recuperação, com um aumento de 1,0% em junho, revertendo a queda anterior. No entanto, o investimento em ativos fixos caiu 5,7% no primeiro semestre, indicando um fraco desempenho que continua a pesar sobre a economia.

Leia também

O setor imobiliário, por sua vez, permanece em forte retração, com investimentos caindo 18% em comparação ao ano anterior. Essa situação é agravada pela queda nos preços dos imóveis novos, que, embora tenha diminuído em ritmo, ainda reflete a fraqueza da demanda em todo o país.

Perspectivas de Estímulo Fiscal

O primeiro-ministro Li Qiang enfatizou a importância de uma compreensão abrangente da situação econômica atual e a necessidade de ajustes anticíclicos. Analistas preveem que o governo chinês deverá intensificar os estímulos fiscais para evitar uma desaceleração mais acentuada, enquanto o banco central enfrenta limitações para um afrouxamento monetário mais agressivo.

Recentemente, a China anunciou um plano quinquenal para fortalecer o consumo, com a meta de elevar as vendas anuais no varejo para cerca de 60 trilhões de yuans até 2030. Especialistas alertam que, para um reequilíbrio efetivo, serão necessárias medidas além de subsídios e incentivos ao consumidor, incluindo um apoio fiscal mais robusto às famílias.

Fonte por: CNN Brasil

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!