Presidente do PT afirma que Wagner é ‘depositário de toda a confiança’ após ação da PF

Edinho Silva apoia líder do governo no Senado após ações da Polícia Federal em investigação sobre irregularidades do Banco Master

18/06/2026 10:20

2 min

Presidente do PT afirma que Wagner é ‘depositário de toda a confiança’ após ação da PF
(Imagem de reprodução da internet).

PT Apoia Investigação de Jaques Wagner

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, declarou nesta quinta-feira (18) que o senador Jaques Wagner (PT-BA) é “depositário de toda a confiança” do partido, após o parlamentar ser alvo de buscas na 9ª fase da Operação Compliance Zero. Silva enfatizou que a legenda apoia as investigações da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master e acredita que Wagner provará sua inocência durante o processo.

Desdobramentos da Operação Compliance Zero

A Polícia Federal iniciou uma nova fase da investigação para apurar a participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades no Banco Master. Nesta operação, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em locais como Bahia, São Paulo e Distrito Federal.

Medidas Cautelares e Foco da Investigação

Além das buscas, o STF impôs medidas cautelares, incluindo a suspensão de passaportes e a proibição de contato entre os investigados. A investigação se concentra em indícios de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Alvos da Investigação

Entre os alvos da operação, além de Jaques Wagner, está o empresário Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Augusto foi responsável pela implementação do sistema de crédito consignado Credcesta na Bahia, durante a gestão de Wagner como governador, e o Credcesta se tornou o principal ativo financeiro do Master.

Contexto da Operação Compliance Zero

A Operação Compliance Zero investiga, desde o final do ano passado, suspeitas de que o Banco Master comercializou produtos financeiros sem garantias adequadas, com perdas potenciais estimadas em R$ 12 bilhões. A PF também investiga a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) e possíveis práticas de ocultação de ativos e uso de informações sigilosas.

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A investigação já mencionou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em apurações relacionadas a pagamentos de interesses bancários e aplicações de fundos previdenciários.

A defesa de Augusto Lima declarou que as diligências realizadas foram “desnecessárias”, pois o empresário está à disposição das autoridades há seis meses. A defesa acredita que as medidas ajudarão a demonstrar que os fatos apurados são rigorosamente lícitos e que Augusto sempre atuou dentro da legalidade e das normas do sistema financeiro.

Fonte por: Jovem Pan

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