Quatro navios cancelam travessia pelo Ormuz após ataques a embarcações

Escalada entre Estados Unidos e Irã impacta fluxo marítimo em rota global de exportação de energia

08/07/2026 04:20

3 min

Navios-ancorados-no-Estreito-de-Ormuz-vistos-de-Musandam-em-Oma
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Aumento de Tensão no Estreito de Ormuz Leva Navios a Mudarem Rota

Na manhã desta quarta-feira (8), pelo menos quatro petroleiros e navios de transporte de gás decidiram não cruzar o Estreito de Ormuz, conforme dados de rastreamento marítimo. Essa mudança de rota se deu em meio a crescentes preocupações com a segurança, após novos ataques a embarcações na região.

Os incidentes mais recentes incluem danos a um navio-tanque catariano de gás natural liquefeito (GNL) e a um petroleiro de bandeira saudita, que ocorreram na terça-feira (7). Relatos indicam que o Irã disparou mísseis contra embarcações, levando as autoridades marítimas a classificar o nível de risco para navios em trânsito como “grave”.

Impacto nos Navios de GNL e Petroleiros

Os navios de GNL Al Ghariya, Duhail e Al Ruwais, que estavam a caminho do Estreito de Ormuz, mudaram de rota no final da terça-feira. Essas embarcações, controladas pela QatarEnergy, estavam vazias e se dirigiam ao terminal de exportação de Ras Laffan, no Catar, para carregar novas cargas.

Além disso, um petroleiro de bandeira indiana, que transportava 2 milhões de barris de petróleo bruto do Kuwait, também fez uma manobra de retorno na ponta de Omã, próximo ao estreito, nesta quarta-feira.

Movimentação de Cargas e Aumento de Filas

Desde o início do conflito, em fevereiro, pelo menos 16 carregamentos de GNL partiram de Ras Laffan, enquanto outros 10 saíram do terminal de Das Island, nos Emirados Árabes Unidos. Contudo, esse volume representa apenas uma fração das cerca de 7 milhões de toneladas métricas embarcadas mensalmente a partir desses terminais.

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Analistas da Vortexa relataram que a fila de navios vazios aguardando para carregar em Ras Laffan ultrapassou dez embarcações no início de julho. Mais de 50 navios vazios, controlados pela QatarEnergy e pela ADNOC, estão posicionados na região do Golfo, na Índia e no Estreito de Malaca, com alguns desligando seus sistemas de identificação por mais de dez dias.

Conclusão sobre a Situação no Estreito de Ormuz

Apesar das tensões, pelo menos dois superpetroleiros conseguiram deixar o Estreito de Ormuz. O VLCC Tenjun, operado pela Nippon Yusen KK, e o VLCC Pertamina Pride, da estatal indonésia Pertamina, conseguiram sair da região, embora o Pertamina Pride tenha feito isso com o transponder desligado.

A situação no Estreito de Ormuz continua a ser monitorada de perto, dada a sua importância estratégica para o transporte de petróleo e gás no mundo. As autoridades e analistas permanecem atentos a novos desenvolvimentos que possam impactar a segurança das rotas marítimas na região.

Fonte por: CNN Brasil

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