Quatro pessoas são mortas em ataque no Líbano durante incerteza de cessar-fogo

Ataques de Israel no Líbano Resultam em Mortes
Na última sexta-feira (5), ataques realizados por Israel no sul do Líbano resultaram na morte de quatro pessoas, conforme informações da agência de notícias estatal libanesa NNA. Os incidentes ocorreram nas cidades de Nabatiyeh e Bint Jbeil, mesmo após um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, assinado entre os governos de Israel e do Líbano na quarta-feira (3).
O acordo de trégua está condicionado à “cessação completa dos disparos do Hezbollah e à retirada de todos os operativos do grupo” da região ao sul do rio Litani, conforme um documento do Departamento de Estado dos EUA que detalha as condições do acordo.
Rejeição ao Cessar-Fogo e Consequências
O secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou a proposta de trégua, exigindo um cessar-fogo abrangente e a retirada total de Israel do Líbano. Com a continuidade dos ataques israelenses e os disparos de foguetes do Hezbollah, as Forças Armadas de Israel emitiram um alerta para os moradores de várias aldeias ao norte do rio Litani, recomendando que deixassem a região, assim como os residentes das cidades costeiras de Sarafand e Saksakiyeh.
Em uma declaração, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel em árabe, Avichay Adraee, orientou a evacuação imediata das casas, pedindo que as pessoas se afastassem das aldeias e cidades por pelo menos 1.000 metros em direção a áreas abertas. A NNA relatou um “deslocamento em massa” de pessoas após essa ordem.
Impactos Humanitários da Conflito
O Comitê Internacional de Resgate alertou que cerca de 1,24 milhão de pessoas no Líbano enfrentarão insegurança alimentar aguda este ano, com as condições sendo particularmente graves no sul e se agravando a cada nova ordem de evacuação emitida. Apesar da rejeição do Hezbollah ao cessar-fogo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que houve “progresso” nas negociações para o fim dos combates no Líbano.
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Trump mencionou que o Hezbollah havia se comunicado, sugerindo a possibilidade de parar com os combates. Ele também afirmou ter discutido a situação com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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