Rogério Marinho solicita ao TCU investigação sobre despesas da Secom

Senador menciona campanha contra o 6 X 1 e destaca excesso nas despesas legais de publicidade institucional.

24/06/2026 08:30

2 min

Rogerio-Marinho
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Senador Rogério Marinho Apresenta Representação ao TCU

O senador Rogério Marinho (PL-RN) protocolou, na terça-feira (23 de junho de 2026), uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Presidência da República e a Secretaria de Comunicação Social (Secom). O objetivo é investigar possíveis irregularidades nos gastos com publicidade institucional do governo federal durante um ano eleitoral.

Indícios de Irregularidades nos Gastos Públicos

No documento apresentado, Marinho aponta indícios de que o governo ultrapassou o limite legal de despesas com publicidade institucional e desviou a finalidade dos gastos. Ele menciona o artigo 73 da Lei nº 9.504 de 1997, que impõe restrições a esses gastos em anos eleitorais.

Gastos com Publicidade em 2026

De acordo com a representação, os empenhos com publicidade institucional em 2026 totalizaram R$ 785,7 milhões até 18 de junho. Marinho argumenta que o teto legal para esse período seria de R$ 618,1 milhões, resultando em uma diferença de R$ 167,6 milhões, ou 27,1% acima do limite permitido.

Campanha “Tempo com a Família”

O senador, que coordena a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), também destacou que, em 2025, os gastos com comunicação social alcançaram R$ 480,4 milhões, o maior valor registrado até agora, superando até mesmo os gastos durante a Copa do Mundo de 2014 e a pandemia de covid-19. Marinho mencionou a campanha “Tempo com a Família”, que custou cerca de R$ 80 milhões, representando 11% do total gasto em comunicação social em 2026.

Pedido de Auditoria e Sanções

Na representação, Marinho solicita que o TCU realize uma auditoria operacional e financeira emergencial na Secom. Ele também pede medidas cautelares para suspender a campanha e ofícios à Controladoria Geral da União (CGU) e aos controles internos da Secom para verificar os gastos com publicidade em 2026. Além disso, o senador requer a aplicação de sanções caso sejam confirmadas irregularidades nos gastos.

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Fonte por: Poder 360

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