Vereador do PT é detido em investigação relacionada ao PCC em SP

MPSP afirma que Transunião foi utilizada para lavagem de dinheiro; Justiça determina bloqueio de R$ 194 milhões.

25/06/2026 09:30

3 min

senival
senival

Operação Última Parada: Combate à Lavagem de Dinheiro em São Paulo

Na quinta-feira, 25 de junho de 2026, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil iniciaram a operação Última Parada, visando desmantelar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) no transporte público da capital. A ação resultou na prisão de cinco pessoas, incluindo o vereador Senival Moura (PT-SP), membros da facção criminosa e o presidente da Transunião Transportes S.A.

Mandados e Ações da Operação

Os mandados de prisão e busca estão sendo cumpridos em diversos locais, incluindo a capital, a Grande São Paulo e Extrema, em Minas Gerais. A operação é coordenada pelo DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Alvos da Operação

De acordo com informações, a operação conta com cinco mandados de prisão temporária e 103 de busca e apreensão. Os principais alvos incluem:

  • Senival Moura, vereador de São Paulo;
  • Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, diretor informal da empresa;
  • Devanil de Souza Nascimento, apelidado de “Sapo”, motorista e confidente do vereador;
  • Lourival Monário, chamado de “Orelha”, presidente da Transunião;
  • Leonel Moreira Martins, conhecido como “Cabeça Branca”, supervisor operacional da companhia.

Investigação e Provas Reunidas

A investigação teve início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da Transunião, em 2020. O Ministério Público e a Polícia Civil alegam ter coletado evidências que indicam o uso da concessionária pelo PCC para lavagem de dinheiro, com a empresa recebendo mais de R$ 300 milhões do sistema de transporte de São Paulo apenas em 2025.

Os investigadores identificaram um núcleo paralelo que tomava decisões sobre a Transunião, incluindo transferências de valores para criminosos associados ao PCC. Além disso, há suspeitas sobre a alteração do capital social da empresa, que teria aumentado de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem explicação clara sobre a origem dos recursos.

Leia também

Medidas Judiciais e Consequências

A Justiça impôs diversas medidas contra os investigados e a empresa, incluindo:

  • Bloqueio de R$ 194 milhões em contas bancárias;
  • Sequestro de 117 veículos e bloqueio de 21 imóveis;
  • Sequestro de 3 embarcações;
  • Afastamento dos diretores da Transunião;
  • Notificação à Prefeitura de São Paulo para ações administrativas e regulatórias, incluindo possível intervenção.

Conexões com Outras Investigações

O Ministério Público destacou que os esquemas investigados na operação Última Parada apresentam ligações com outras operações, como Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi, que envolvem tráfico internacional de drogas e atividades do PCC. Em 2024, o Gaeco já havia realizado a operação Fim da Linha, que investigou organizações suspeitas de lavar dinheiro do PCC através de empresas de transporte que atendem a milhares de passageiros diariamente.

O Poder360 tentou contato com a assessoria de Senival Moura para obter um posicionamento sobre as acusações, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O texto será atualizado caso haja retorno.

Fonte por: Poder 360

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!