Senado aprova PL que regulamenta uso de tornozeleira eletrônica por agressores
Proposta de monitoramento eletrônico como medida protetiva autônoma segue para sanção presidencial
Senado aprova uso de tornozeleira eletrônica para agressores em violência doméstica
O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (18), o projeto de lei 2.942, de 2024, que institui o uso de tornozeleira eletrônica como medida protetiva autônoma para agressores em casos de violência doméstica. O texto agora segue para sanção presidencial.
Detalhes da proposta
A proposta estabelece que, ao identificar um risco “atual ou iminente à vida ou à integridade” da vítima e de seus dependentes, o agressor poderá ser monitorado. Além disso, delegados de polícia terão a autoridade para decretar o uso do equipamento, com a obrigação de informar o Ministério Público em até 24 horas sobre a decisão.
Casos em que medidas protetivas anteriores foram descumpridas terão prioridade. O agressor será informado sobre o funcionamento da tornozeleira e as áreas onde está proibido de circular. Se o “perímetro de exclusão for rompido”, o sistema emitirá alertas simultâneos à vítima e à unidade policial mais próxima. O projeto prevê aumento de pena para o agressor que violar ou remover o equipamento sem autorização judicial.
Ações de enfrentamento à violência doméstica
O texto também aborda ações de combate à violência doméstica, determinando que campanhas informativas devem incluir procedimentos e abordagens policiais, prevenção à revitimização e funcionamento das medidas protetivas de urgência, além de mecanismos de monitoramento eletrônico.
Recursos e financiamento
Outra determinação importante é a alocação de recursos para a aquisição de equipamentos de vigilância para agressores e segurança para as vítimas, bem como para a manutenção dos dispositivos. A proposta também prevê um aumento de 5% para 6% na parcela de verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) destinadas a ações de enfrentamento à violência contra a mulher.
Conclusão
A aprovação do projeto de lei representa um avanço significativo nas medidas de proteção às vítimas de violência doméstica, buscando garantir maior segurança e monitoramento dos agressores. A expectativa é que, com a sanção presidencial, as novas diretrizes contribuam para a redução dos casos de violência e promovam um ambiente mais seguro para as vítimas.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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