Senado aprova uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres

Texto possibilita monitoramento eletrônico em casos de risco à mulher; agora aguarda sanção presidencial. Confira no Poder360.

18/03/2026 19:30

2 min

Senado aprova uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres
(Imagem de reprodução da internet).

Senado Aprova Projeto de Lei para Proteção de Vítimas de Violência Doméstica

No dia 18 de março de 2026, o Senado aprovou o Projeto de Lei 2.942 de 2024, que visa aumentar a proteção a vítimas de violência doméstica. A nova legislação permite que juízes e delegados determinem o monitoramento eletrônico de agressores de forma autônoma, sem a necessidade de outras medidas cautelares ou prisão domiciliar. O projeto agora aguarda sanção.

A votação foi simbólica, sem contagem nominal de votos. A principal alteração permite que a Justiça aplique a tornozeleira eletrônica assim que houver risco à integridade física ou psicológica da mulher.

Alterações na Lei Maria da Penha

A nova lei modifica a Lei Maria da Penha, incluindo a monitoração eletrônica entre as medidas protetivas. Além disso, estabelece diretrizes para financiamento e campanhas de combate à violência doméstica, prevendo recursos para aquisição e manutenção dos equipamentos de monitoramento.

Anteriormente, o uso de dispositivos de monitoramento eletrônico estava associado a regimes de liberdade condicional. Agora, a tornozeleira se torna uma ferramenta direta para fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas, como a distância mínima que o agressor deve manter da vítima.

Funcionamento do Monitoramento Eletrônico

O projeto determina que a imposição do monitoramento eletrônico pode ser feita pela Justiça ou, em municípios sem comarca, pela autoridade policial, que deve comunicar o juiz em até 24 horas para validação. O monitoramento será prioritário em casos de descumprimento de medidas protetivas ou quando houver risco iminente à vítima.

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O sistema emitirá alertas automáticos e simultâneos à vítima e à unidade policial mais próxima caso o agressor viole a área de exclusão estabelecida pela Justiça.

Contexto da Violência Doméstica

O projeto é de autoria dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), e foi aprovado na Câmara em 10 de março de 2026. No Senado, a relatoria ficou a cargo da senadora Leila Barros (PDT-DF), que destacou a gravidade da violência doméstica, descrevendo-a como “uma verdadeira epidemia”.

Leila Barros também apresentou dados do Conselho Nacional de Justiça, que indicam que em 2024, o Judiciário recebeu 966.785 novos casos de violência doméstica contra mulheres. Desses, foram deferidas 582.105 medidas protetivas, com prorrogação de outras 53.711.

A senadora enfatizou a necessidade de um combate enérgico à violência contra a mulher, ressaltando a importância do PL nº 2.942 de 2024.

Fonte por: Poder 360

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