Silvio Almeida se declara inocente e vítima de racismo após silêncio

Ex-ministro dos Direitos Humanos é indiciado pela Polícia Federal por importunação sexual em novembro de 2025. Confira no Poder360.

01/04/2026 8:40

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silvio almeida ministro dos direitos humanos e da cidadania

Silvio Almeida se declara inocente de acusações de assédio

O ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, publicou um vídeo na terça-feira, 31 de março de 2026, afirmando ser inocente das acusações de assédio sexual. Ele foi indiciado pela Polícia Federal em 14 de novembro de 2025, pelo crime de importunação sexual.

No vídeo divulgado em suas redes sociais, Almeida explicou que optou por permanecer em silêncio até o momento por respeito à dor de sua família e ao andamento das investigações, que estão sob sigilo.

Defesa e críticas às acusações

Almeida afirmou que se defenderá adequadamente na Justiça, onde poderá apresentar provas e esclarecer como as acusações impactaram sua vida política. Ele destacou que, durante o inquérito, não teve a oportunidade de se defender de forma justa.

O ex-ministro foi demitido do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro de 2024, após ser acusado de assediar várias mulheres, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Em seu vídeo, ele refutou a ideia de ser “um homem poderoso”, argumentando que, se fosse, não teria sido demitido tão rapidamente e sem direito à defesa.

Racismo e injustiça

Almeida também abordou questões de racismo, afirmando que homens e meninos pretos são frequentemente vistos com desconfiança. Ele criticou a forma como foi tratado, sugerindo que a sociedade tende a projetar o mal sobre indivíduos dessa demografia, em vez de reconhecê-los como sujeitos políticos.

O ex-ministro mencionou que adversários políticos, sem propostas concretas, estariam dispostos a incriminar uma pessoa inocente para eliminar sua presença na vida pública, utilizando mentiras para promover suas agendas eleitorais.

Consequências e desdobramentos

Almeida descreveu sua experiência como um “linchamento público” e criticou a organização Me Too Brasil, que divulgou as denúncias contra ele. Ele alegou que a organização não forneceu informações básicas para validar as acusações.

Com quase 30 anos de carreira sem reclamações, Almeida se disse surpreso com a gravidade das acusações. A Procuradoria Geral da República apresentou a denúncia contra ele em 4 de março, e o processo segue sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, com o ministro André Mendonça como relator.

Fonte por: Poder 360

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