STF reafirma proibição de novos penduricalhos e impede drible no teto

Acórdão divulgado nesta sexta-feira (8) estabelece regras para restringir pagamentos extras no Judiciário e MP até a promulgação de uma lei federal.

08/05/2026 15:20

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STF reafirma proibição de novos penduricalhos e impede drible no teto
(Imagem de reprodução da internet).

Decisão do STF Limita Penduricalhos no Serviço Público

O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou nesta sexta-feira (8) uma decisão que proíbe a criação de novos penduricalhos e veda mudanças estruturais que visem contornar o teto salarial do funcionalismo público. Essa medida formaliza o entendimento da Corte, que restringe o pagamento de benefícios extras para membros da magistratura e do Ministério Público.

A decisão impede que os órgãos utilizem resoluções internas, decisões administrativas ou leis estaduais para instituir novas verbas ou alterar a forma de pagamentos atuais com o intuito de driblar as proibições estabelecidas.

Regras para Criação de Benefícios

O STF determinou que a criação ou modificação de benefícios deve ser realizada exclusivamente por meio de uma lei federal aprovada pelo Congresso Nacional. Além disso, a decisão proíbe que outras carreiras do serviço público utilizem essa determinação como justificativa para reivindicar pagamentos semelhantes.

O julgamento, finalizado pelos ministros no final de março, reafirma que o limite máximo de remuneração no país é de R$ 46.366,19, valor correspondente ao salário dos integrantes da própria Corte. As novas regras estabelecem uma lista restrita de verbas indenizatórias que podem ser pagas acima desse teto.

Auditorias e Transparência

Com a publicação do acórdão no Diário da Justiça Eletrônico, começou o prazo para que as partes envolvidas nos processos apresentem eventuais recursos. As diretrizes do STF exigem que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) realizem auditorias sobre os valores atrasados reconhecidos antes de fevereiro de 2026.

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Além disso, todos os tribunais e órgãos do Ministério Público são obrigados a publicar mensalmente na internet o valor exato recebido por cada integrante, detalhando todas as parcelas pagas. Essa medida visa aumentar a transparência e o controle sobre os gastos públicos.

Fonte por: Jovem Pan

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