STJ confirma decisão que exclui acusado do Tribunal do Júri em caso Bruno Pereira e Dom Phillips

Decisão do STJ sobre caso de pescador acusado de homicídio
O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou no último sábado (13) um recurso do Ministério Público Federal (MPF) contra o pescador Oseney da Costa de Oliveira. Ele é acusado de envolvimento na morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, ocorrida em junho de 2022 na região do Vale do Javari, no Amazonas.
Confirmação da falta de indícios suficientes
Na sua decisão, o ministro confirmou o entendimento do Tribunal Regional da 1ª Região (TRF-1), que concluiu não haver indícios suficientes para comprovar a participação do pescador no crime. O magistrado destacou que a sentença de pronúncia se baseou em provas essencialmente indiretas.
Impedimento do julgamento no Tribunal do Júri
Com essa decisão, o julgamento de Oseney da Costa de Oliveira não poderá ser encaminhado ao Tribunal do Júri. Contudo, caso um novo recurso seja apresentado contra a decisão do ministro, o caso poderá ser reavaliado por um colegiado do STJ.
Defesa do pescador se manifesta
A defesa do pescador afirmou que a decisão do magistrado “preserva garantias constitucionais” e “reafirma que a responsabilização criminal deve ser individualizada”. O advogado Lucas Sá Souza ressaltou que, em casos de grande repercussão, é necessário agir com prudência e rigor técnico, enfatizando que ninguém deve ser levado ao Tribunal do Júri sem provas concretas de autoria ou participação.
Considerações finais
A decisão do STJ reflete a importância de garantir um julgamento justo, baseado em evidências sólidas. O caso continua a ser acompanhado de perto, dada a sua relevância e as implicações sociais envolvidas.
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Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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