SUS inicia vacinação contra bronquiolite para bebês prematuros

Crianças com comorbidades poderão receber proteção adicional

04/02/2026 8:30

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SUS oferece vacina contra bronquiolite para bebês prematuros Cri...

Vacinação de Bebês Prematuros Contra Bronquiolite no SUS

A partir deste mês, bebês prematuros e com comorbidades poderão receber a vacina contra bronquiolite no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento disponível é o nirsevimabe, que aumenta a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da doença.

O Ministério da Saúde informa que o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que oferece proteção imediata, sem a necessidade de estimular o sistema imunológico do bebê para produzir seus próprios anticorpos.

Critérios para Vacinação

Consideram-se bebês prematuros aqueles nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas. As comorbidades que podem afetar bebês de até 2 anos incluem:

  • Doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia)
  • Cardiopatia congênita
  • Anomalias congênitas das vias aéreas
  • Doença neuromuscular
  • Fibrose cística
  • Imunocomprometimento grave, de origem inata ou adquirida
  • Síndrome de Down

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que 300 mil doses já foram distribuídas em todo o país.

Importância da Vacinação e Dados Epidemiológicos

O SUS já disponibiliza a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento. O VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos.

Até 22 de novembro de 2025, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo VSR, com a maior parte das hospitalizações ocorrendo em crianças com menos de dois anos, totalizando mais de 35,5 mil casos, o que representa 82,5% do total de SRAG por VSR no período.

Tratamento da Bronquiolite

Como a maioria dos casos de bronquiolite é causada por infecções virais, não há um tratamento específico. O manejo é focado no tratamento dos sinais e sintomas, que incluem:

  • Terapia de suporte
  • Suplementação de oxigênio, conforme necessário
  • Hidratação
  • Uso de broncodilatadores, especialmente em casos com chiados evidentes

Fonte por: Jovem Pan

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