Suspeito de estupro coletivo é transferido de prisão na BA para SP

Suspeito de Estupro Coletivo é Transferido para São Paulo
O delegado Julio Geraldo, do 63º Distrito Policial na Vila Jacuí, zona leste de São Paulo, informou que Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, suspeito de envolvimento em um estupro coletivo contra duas crianças, foi transferido da prisão na Bahia para São Paulo. A prisão temporária do suspeito foi decretada por 30 dias.
Durante o interrogatório, Alessandro confirmou sua participação no crime, alegando que o ato foi uma “brincadeira”. O delegado ressaltou que essa justificativa não será aceita e que o suspeito será indiciado por crimes como ato obsceno, divulgação de pedofilia e corrupção de menores.
Geraldo destacou que a investigação ainda está em andamento, mas já possui um direcionamento claro. Ele afirmou que a equipe policial está em busca de elementos adicionais para concluir o inquérito e apresentar à Justiça um caso robusto para uma condenação efetiva.
Detalhes do Caso
O crime ocorreu em 21 de abril na comunidade União de Vila Nova, localizada na Subprefeitura de São Miguel Paulista, na zona leste da capital. A família das vítimas hesitou em denunciar o caso por medo, e as autoridades só foram informadas em 24 de abril, conforme relato do subprefeito Divaldo Rosa.
Os agressores gravaram o estupro e compartilharam as imagens em uma rede social. Em um dos vídeos, as crianças aparecem em desespero, pedindo para parar, enquanto os criminosos riem e insistem no ato, demonstrando total desrespeito pelas vítimas.
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O prefeito Ricardo Nunes classificou o caso como “terrível” e informou que as crianças estão sendo acolhidas por serviços da Prefeitura. Uma delas está com a mãe em uma Vila Reencontro, enquanto a outra está com os irmãos em um Serviço Institucional, devido à situação de vulnerabilidade da família.
Apoio às Vítimas e Conclusão
As vítimas estão recebendo acompanhamento do Conselho Tutelar de São Miguel Paulista, além de suporte de assistentes sociais e profissionais de saúde, através do Projeto Bem-Me-Quer, que atende vítimas de violência sexual.
O subprefeito Divaldo Rosa enfatizou a gravidade do caso, ressaltando que abusos como esse não podem ser considerados normais. Ele fez um apelo à população para que denuncie casos de abuso infantil, destacando a importância da proteção das crianças como um dever coletivo.
Denúncias anônimas podem ser feitas pelo disque 100, uma ação que pode salvar vidas e ajudar a combater a violência contra crianças.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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