Taxa de analfabetismo diminui, mas Brasil ainda possui 8,4 milhões sem saber ler ou escrever

Índice atinge 4,9% em 2025, o menor patamar já registrado na série histórica

19/06/2026 11:30

3 min

Taxa de analfabetos cai, mas Brasil ainda tem 8,4 milhões que não sabem ler nem escrever
Taxa de analfabetos cai, mas Brasil ainda tem 8,4 milhões que nã...

Analfabetismo no Brasil em 2025

O Brasil registrou 8,4 milhões de analfabetos em 2025, o que representa uma taxa de 4,9%. Este é o primeiro índice abaixo de 5% desde 2016. De acordo com dados do IBGE, houve uma redução de 592 mil pessoas que não sabem ler nem escrever em comparação a 2024, embora a região Nordeste ainda concentre mais da metade desse total, com 4,8 milhões de analfabetos.

Desafios na Educação

Apesar da redução no número de analfabetos, o Brasil não conseguiu cumprir a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que visava erradicar o analfabetismo até 2024. Enquanto o Nordeste apresenta a maior taxa de analfabetismo, a região Sudeste tem a menor, com 2,3%.

População Idosa e Analfabetismo

A pesquisa do IBGE indica que o analfabetismo no Brasil está concentrado na população idosa. Pessoas com 60 anos ou mais representam 58% do total de analfabetos, totalizando 4,9 milhões. Se esse grupo não for considerado, a taxa nacional de analfabetismo cai para 2,6%, evidenciando que as gerações mais novas têm tido maior acesso à educação na infância.

Gênero e Analfabetismo

Pela primeira vez, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 60 anos ou mais (13,7%) é menor do que a dos homens (14,1%) na mesma faixa etária. Na média geral da população a partir de 15 anos, as mulheres também apresentam um índice de analfabetismo inferior (4,6%) em comparação aos homens (5,2%).

Desigualdade Racial na Educação

O levantamento revela que o analfabetismo entre pretos ou pardos com 60 anos ou mais (20,6%) é quase três vezes superior ao de brancos (7,3%) na mesma faixa etária. Apesar dessa disparidade, houve avanços significativos: pela primeira vez, mais da metade (51,3%) da população preta ou parda com 25 anos ou mais concluiu o ensino médio, enquanto entre os brancos esse percentual é de 64,9%.

Leia também

Educação Superior e Disparidades Raciais

A média de anos de estudo dos brasileiros subiu para 10,2 anos em 2025. No ensino superior, a desigualdade racial é evidente, com a proporção de jovens brancos com diploma (6,2%) sendo mais que o dobro da registrada entre pretos ou pardos (3,0%).

Fatores que Afetam a Frequência Escolar

Entre jovens de 14 a 29 anos, o principal motivo para o abandono ou falta de frequência escolar é a necessidade de trabalhar, citado por 43% dos entrevistados. O desinteresse pelos estudos aparece em segundo lugar, com 25,6%. Para as mulheres, fatores como gravidez (24,7%) e afazeres domésticos (8,6%) são obstáculos adicionais à permanência na escola.

Desafios na Educação Infantil

A educação infantil enfrenta desafios significativos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde há uma grande falta de vagas. No Norte, 44,5% das crianças de 2 a 3 anos que estão fora da escola não frequentam devido à ausência de vagas ou instituições disponíveis na localidade.

Fonte por: Jovem Pan

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