Tebet afirma que término da 6 X 1 não afetará empresas

Simone Tebet defende fim da escala 6 X 1
A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), declarou que o fim da escala 6 X 1 é uma realidade irreversível. A afirmação foi feita durante uma entrevista no evento Direitos Já! Fórum pela Democracia, realizado em São Paulo.
Tebet mencionou que, enquanto estava no governo, solicitou ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada um estudo sobre os impactos da mudança na jornada de trabalho. Embora o levantamento precise de dados adicionais sobre pequenos comerciantes e prestadores de serviços, os resultados preliminares indicam que a medida não causaria prejuízos significativos ao setor produtivo.
Impactos e considerações sobre a proposta
A ex-ministra assegurou que o Brasil e o setor produtivo não enfrentarão colapsos com a implementação do novo regime de trabalho. Ela reconheceu que alguns setores exigem atenção especial, mas garantiu que o governo tomará as medidas necessárias para mitigar os impactos.
O pronunciamento de Tebet ocorreu no mesmo dia em que a comissão especial adiou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala 6 X 1. A discussão será retomada em breve, e a proposta requer pelo menos 308 votos em dois turnos na Câmara dos Deputados.
Detalhes da proposta de emenda
O relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) propõe o direito a dois dias de descanso por semana e uma jornada máxima de 40 horas, sem redução salarial. A transição prevê que, 60 dias após a promulgação, a jornada máxima será reduzida de 44 para 42 horas semanais, com o limite de 40 horas entrando em vigor 14 meses após a publicação da emenda.
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Tebet destacou que micro e pequenos empreendedores, especialmente aqueles com poucos funcionários, poderão sentir mais os efeitos da mudança. Ela enfatizou a necessidade de o Estado e o Congresso desenvolverem mecanismos de compensação para esses setores.
Conclusão sobre a tramitação da proposta
A ex-ministra comparou a tramitação da proposta ao processo de aprovação da reforma tributária, ressaltando que, se aprovada, a mudança será uma conquista coletiva, reconhecida por diversos partidos e congressistas. Tebet afirmou que a Câmara terá um ganho político ao conduzir a votação da proposta, e que o presidente da Casa, Hugo Motta, já se comprometeu a tratar do tema.
Ela finalizou afirmando que o projeto deve ser tratado com racionalidade, garantindo que o setor produtivo não precisa se preocupar com as mudanças propostas.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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