Zanin recebe acusação de venda de decisões no STJ

Denúncia de Venda de Decisões Judiciais no STJ
O ministro Cristiano Zanin, do STF, recebeu no dia 28 de maio de 2026, a denúncia da PGR contra nove pessoas envolvidas em um suposto esquema de venda de decisões judiciais e vazamento de informações sigilosas no STJ. Zanin, que é o relator do caso, decidiu retirar o sigilo do processo.
A denúncia aponta que o grupo criminoso atuou entre 2019 e 2023, utilizando propinas para influenciar julgamentos no STJ. Os denunciados enfrentam acusações de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional.
Funcionamento do Esquema Criminoso
De acordo com a acusação, Anderson de Oliveira Gonçalves é identificado como o líder da organização, responsável por intermediar pagamentos e acessar informações internas do tribunal. Assessores do gabinete da ministra Isabel Gallotti teriam repassado minutas e dados sigilosos de processos em troca de vantagens indevidas.
- Daimler Alberto de Campos: ex-chefe de gabinete de Gallotti;
- Márcio José Toledo Pinto: assessor do tribunal.
As investigações revelaram que ambos compartilhavam informações confidenciais em troca de benefícios financeiros.
Origem das Provas e Denunciados
As investigações avançaram após a análise do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado no final de 2023. A perícia revelou conversas que indicam tentativas de influenciar decisões judiciais na Corte superior. Os denunciados pela PGR incluem:
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- Anderson de Oliveira Gonçalves;
- Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves;
- Márcio José Toledo Pinto;
- Daimler Alberto de Campos;
- Vanessa Resende Gonçalves;
- Carlos Antônio Nogueira Júnior;
- Bernardo Mazzutti;
- Diego Cavalcante Gomes;
- João Batista da Silva.
Decisão do STF e Medidas Cautelares
No despacho, Zanin justificou a manutenção do caso sob a supervisão do STF, uma vez que as investigações ainda estão em andamento e há diligências pendentes. O ministro ressaltou que não há evidências que conectem as ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti aos fatos investigados, conforme destacado pelo procurador-geral da República.
A decisão também menciona vazamentos de dados durante a apuração e informa que um inquérito foi aberto para investigar a divulgação indevida de informações sigilosas. Zanin prorrogou o prazo das investigações por mais 60 dias.
O Poder360 tentou contato com as defesas dos denunciados, mas ainda não obteve resposta. O texto será atualizado conforme novas informações surgirem.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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